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A Intelig Telecom, recentemente incorporada pela TIM, anunciou esta semana o lançamento do InteligCombo, pacote de banda larga e telefonia fixa via rede elétrica.

Por meio de um acordo com a Eletropaulo Telecom, a empresa passou a ser a primeira do País a explorar comercialmente a tecnologia chamada de BPL (sigla  em inglês para banda larga via rede elétrica).

O anúncio marca também a entrada da operadora no mercado residencial de internet e de telefonia local, segundo informação do Estado de São Paulo.

O contrato com a Eletropaulo não garante exclusividade. A expectativa do diretor comercial da operadora, Alexandre Torres, é conquistar 30% de um mercado de 350 edifícios, o que corresponde a 18 mil residências, localizadas nos bairros de Moema, Pinheiros e Jardins, num período de seis meses.

A empresa está enviando equipes de vendas para os edifícios atendidos nesta semana. Segundo a Eletropaulo Telecom, a expansão da cobertura do serviço dependerá da demanda.

Com seu serviço, a Intelig Telecom competirá com a Telefônica e com a NET. Os pacotes de banda larga são oferecidos nas velocidades de 5, 10 ou 15 Mbps. O pacote mais rápido da internet via rede de telefonia oferecido1 pela Telefônica é de 8 Mbps, e o da Net, via rede de cabos, é de 12 Mbps.

Tecnologia BPL
A Eletropaulo Telecom usa uma versão indoor da tecnologia de BPL: a conexão de internet chega via fibra óptica até a caixa de distribuições do edifício e, a partir daí, o sinal é distribuído via rede elétrica.

O cliente recebe um adaptador de telefone analógico (ATA), para conectar um telefone fixo comum ao sistema, e a tecnologia permite que o usuário ligue o modem em qualquer tomada da casa.

Internet via elétrica em POA
Desde 2006 a Procempa realiza no bairro da Restinga, em Porto Alegre testes com uma rede de acesso à Internet pela energia elétrica. Com mais de 3,5 quilômetros de extensão, a rede foi a primeira do gênero na capital e a maior em extensão do país.

A estrutura BPL é utilizada em média e baixa tensões para fins de inclusão social. Dados, imagem, voz e vídeo trafegam pela rede elétrica da CEEE, a uma velocidade de 45 megabits por segundo.

Na primeira etapa do projeto, foram conectados à rede de alta velocidade o posto de saúde Macedônia, a Escola Municipal Alberto Pasqualini e o posto local do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (AEP Senai).

Na época da inauguração, a Companhia de Processamento de Dados realizava testes para dois tipos de uso: telemedicina, que é organizar consultas em centros médicos que possam ser realizadas em hospitais distantes com auxílio do vídeo; e um canal de retorno para interatividade da TV digital.

Enquanto a TV digital seria transmitida por antenas, a interatividade poderia ser feita pela rede elétrica.

O então assessor de Projetos Especiais da Procempa, Cirano Iochpe, declarou ainda não haver intenção comercial em relação à rede. "No início, pelo menos, não queremos competir com os provedores normais, apenas levar acesso a programas sociais, como telecentros e centros de saúde", enfatizou.