As operadoras Telefônica e Oi estão testando o rastreamento dos dados trafegados pelos usuários na internet móvel, informa o jornal Valor Econômico nesta quinta-feira, 25.

Conhecida como “inspeção profunda de pacotes”, a tecnologia é capaz de ler e analisar os pacotes de informações que viajam pelas redes sem fio de forma mais poderosa que os cookies do navegador e outras técnicas já comuns.

Agora, duas empresas americanas, a Kindsight Inc. e a Phorm Inc., estão lançando serviços com a inspeção de pacotes como uma forma de os provedores de internet reivindicarem uma fatia do lucrativo mercado de publicidade on-line.

Duas grandes provedoras no Brasil - a Oi e a Telefónica SA - têm atualmente contratos com a Phorm. A Oi, maior provedora de banda larga do país, com cerca de 4,5 milhões de clientes, lançou o produto inicialmente com cerca de 10 mil pessoas no Rio de Janeiro.

"Queremos crescer isso", disse ao jornal Pedro Ripper, diretor de estratégia e tecnologia da Oi.

Um porta-voz da Telefônica afirmou ao jornal que a empresa está testando o serviço em cerca de 1 mil usuários de banda larga e avaliará os resultados antes de decidir se vai usá-lo. "O usuário tem a chance de habilitar ou desabilitar o serviço a qualquer momento", declarou a empresa.

Segundo o Valor, as empresas afirmam que protegem a privacidade das pessoas com medidas como a obtenção de autorização delas, e que não usam todo o poder da tecnologia.

Mesmo assim, aponta o jornal, tal uso da inspeção pode dar aos anunciantes a capacidade de exibir publicidades às pessoas baseadas em perfis extremamente detalhados das atividades delas na internet.

Para persuadir usuários da internet a optar por terem seus perfis montados pelo programa, a Kindsight oferecerá um serviço de proteção grátis, enquanto a Phorm promete conteúdo de internet sob encomenda, como notícias sob medida para os interesses do usuário.

No Brasil, a Phorm está enfatizando o conteúdo personalizado em sites parceiros se as pessoas concordarem em optar pelo serviço. Por exemplo, usuários que visitam um site de esportes podem ver textos sobre seus times favoritos (recolhidos a partir da análise de seus hábitos de navegação), o que lhes daria uma experiência on-line diferente da de outras pessoas.

Ripper, da Oi, diz que mais da metade dos assinantes que receberam a proposta no lançamento inicial do serviço optaram por usá-lo. "Ficamos muito felizes com isso", diz. Ele afirma que dois auditores externos verificaram as configurações de proteção de privacidade da Phorm.

Leia a matéria completa do Valor Econômico no link relacionado abaixo (para assiantes).