Tamanho da fonte: -A+A

O Vivo Fixo, lançado em Porto Alegre no início do mês, está disponível agora também para os cariocas.

O serviço passa a ser oferecido também na região metropolitana do Rio de Janeiro, numa área com 19 cidades, com um total de 11,8 milhões de habitantes.

A oferta consiste em pacotes de telefonia fixa e combos que incluem telefonia móvel e sinal de internet.

Por ocasião do anúncio em Porto Alegre, executivos da Vivo e da Telefônica, parceria por trás do serviço, revelaram que outros produtos estão sendo estudados, como TV paga por satélite.

Apesar de chamar de fixo, o serviço é baseado em tecnologias móveis.

Os planos são similares aos lançados em Porto Alegre. Os pacotes vão de R$ 19,90 a R$ 89,90 – na assinatura apenas do telefone fixo.

Vendendo capacidade mensal de dados, e não velocidade, a Vivo tem três ofertas: 500 MB (R$ 34,90), 2 GB (R$ 59,90), 5 GB (R$ 89,90) e 10 GB (R$ 119,90). Nos combos com o telefone fixo, os preços vão de  R$ 9,90 a R$ 74,90.

Juntas, Vivo e Telefônica têm 80 milhões de acessos e uma receita de R$ 30 bilhões ao ano, além de presença em 3,6 mil municípios brasileiros.

Em São Paulo, reduto da Telefônica, a empresa conta com 69,6% do share das linhas fixas e 58,8% da banda larga fixa.

Pressa pela concorrência?
Originalmente, o projeto também anunciado no Rio seria um piloto no Rio Grande do Sul. A decisão de lançar o Vivo Fixo como produto comercial veio recentemente, com o a conclusão da reforma societária que originou as nova empresa, atualmente operando sob duas marcas.

Apesar do lançamento comercial, o Vivo Fixo não contará com o embalo tradicional dado pela empresa na largada de suas ofertas.

O plano de mídia, por exemplo, não inclui a TV aberta, nem na região atendida inicialmente.

Na mesma semana em que a Vivo fez o lançamento, Claro, Embratel e NET já haviam anunciado uma estratégia própria de convergência, com telefonia fixa, móvel e TV por assinatura.

“Nossa decisão não foi influenciada pela concorrência. Isso seria impossível (dada a proximidade dos anúncios). O que houve foi uma pequena mudança no projeto, em função de alterações na empresa”, reitera Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica Brasil.

Segundo Valente, não foram feitos novos investimentos em rede com o lançamento, e a Vivo segue com seu cronograma de R$ 24 bilhões no Brasil até 2016 inalterado.

Nem Valente nem Teixeira arriscaram metas para o produto.

“Só podemos dizer que temos uma expectativa forte”, finalizou o executivo da Telefônica.