O setor de telecomunicações teve um casamento de gigantes nos Estados Unidos. A operadora AT&T anunciou no último domingo, 20, a compra da rival T-Mobile, controlada pela Deutsche Telekom AG, por US$ 39 bilhões.

Troca de ações e pagamento em dinheiro fazem parte do negócio, já foi aprovado pelos conselhos.

Em comunicado, a AT&T diz que a aquisição é uma das estratégias para acelerar a implantação de redes baseadas na tecnologia LTE, próxima geração da banda larga móvel. A operadora espera também expandir a base de clientes em 46,5 milhões, atingindo 95% da população dos EUA.

Segundo o executivo-chefe (CEO) da AT&T, Robert Stephenson, o negócio ajudará a levar as redes de LTE para 294 milhões de pessoas.

A companhia busca se beneficiar do plano nacional de banda larga norte-americano, elaborado pela Federal Communications Commission (FCC), órgão regulador das comunicações nos EUA, ao mesmo tempo em que espera a aprovação do governo para a compra.

Uma das justificativas estratégicas para o negócio é a extensão das redes da AT&T para as zonas rurais americanas, uma das principais metas do plano governamental de inclusão digital.

O negócio recebeu duras críticas de companhias concorrentes e de analistas do mercado, que condenam a compra sob alegação de que será prejudicial para o setor como um todo.

Para a imprensa americana, a compra é vista apenas como uma forma de atacar a Verizon, hoje a maior operadora daquele país em número de usuários.

Segundo dados da Forrester Research, com os clientes da T-Mobile, a AT&T passará a ter 42% dos assinantes de telefonia móvel dos EUA, ao passo que a Verizon tem 31%.