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A Zumnet, pioneira em Internet via rádio no Rio Grande do Sul, virou tema de uma disputa judicial que se arrasta há sete anos.

O primeiro passo rumo a uma resolução foi dado no final de 2010, quando a juíza Munira Hanna  condenou em primeira instância os donos da W3Tech a devolverem suas estações de rádio, clientes e os lucros obtidos desde 2003 aos sócios da MWI, empresa que detinha a marca Zumnet.

A MWI acusa a W3Tech de ter usado um acordo trabalhista fraudulento para transferir os bens de uma empresa para outra.

A sentença prevê ainda o dissolvimento da W3Tech, que provê serviços em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Viamão, Alvorada e Gravataí. A empresa recorreu da decisão.

Em nota, a W3Tech afirma que a MWI “ notoriamente enfrentou dificuldades financeiras e que se viu inconformada com o êxito empresarial da prestadora de serviços fundada por seus ex-empregados”.

O texto – disponível na íntegra abaixo – afirma ainda que a ação está em disputa e que repudia “informações lançadas equivocadamente e que porventura possam questionar as suas idoneidades pelo simples fato de existir em curso uma demanda judicial”.

A ZumNet começou a operar em 1999, com um aporte de capital de R$ 1 milhão de CRP, BNDES e Catalana. Cada um dos fundos passou a deter 10% do negócio.

Um novo aporte de R$ 5 milhões junto ao fundo Intel Ventures em troca de outros 10% estava sendo negociado em setembro de 2001, quando o ataque ao World Trade Center travou a negociação.

Sem capital de giro, começaram os problemas da até então promissora companhia.

Em abril de 2002, os sócios decidiram fechar a filial em São Paulo e concentrar o foco em Porto Alegre. Os sócios renunciaram a seus salários e deixaram a administração cotidiana da empresa a cargo de um dos administradores.

Foi então que o administrador, em acordo com dois funcionários, criou a W3Tech.

A nova empresa recebeu a infraestrutura da MWI a título de um acordo trabalhista com os funcionários, que foram feitos sócios.

Os clientes da ZumNet foram transferidos para a W3Tech, que seguiu operando no mesmo endereço da MWI.

Uma sentença da justiça trabalhista de março de 2010, em resposta a outro processo trabalhista movido por um funcionário da MWI, já reconheceu que o acordo trabalhista que transferiu o patrimônio da MWI para a W3Tech foi fraudulento.

A nota da W3Tech

A W3TECH TECNOLOGIA LTDA., a propósito das informações divulgadas por este veículo, dando conta do litígio processual existente entre Leonor Correa Chassot, sócia da MWI SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO S.A, empresa detentora da marca Zumnet, vem esclarecer o quanto segue:

 (i)                  As referidas partes estão litigando judicialmente por iniciativa da primeira demandante que pleiteia indenização da segunda empresa formada por três de seus ex-empregados;

 (ii)                cumpre informar que os sócios da W3Tech são técnicos oriundos da MWI, empresa esta que, notoriamente, enfrentou dificuldades financeiras e que  e que se viu inconformada com o êxito empresarial da prestadora de serviços fundada por seus ex-empregados;

(iii)               a ação judicial, em questão, foi julgada em primeira instância e há recurso interposto pelas partes junto ao Tribunal de Justiça deste estado, pendente de julgamento;

(iv)              a W3Tech, e seus sócios, repudiam as informações lançadas equivocadamente e que porventura possam questionar as suas idoneidades pelo simples fato de existir em curso uma demanda judicial que evidentemente não se encontra encerrada.

Sendo tais esclarecimentos necessários a fim de que não pairem dúvidas quanto ao andamento do processo judicial, e, sobretudo, para que não haja conclusões precipitadas, que possam até mesmo abalar a imagem das empresas envolvidas, a W3Tech permanece à inteira disposição deste veículo.