Stephen Elop. Foto: Divulgação

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A fabricante de celulares Nokia reportou um prejuízo de US$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2012.

Em função do resultado, a empresa já prometeu realizar cortes substanciais de custos. Por ação, a perda foi de € 0,08 ante expectativa de € 0,07, segundo a Thomson Reuters StarMine.
 
Na semana passada, a empresa havia alertado que seus negócios com telefones teriam perdas nos primeiros dois trimestres deste ano, depois que as vendas de aparelhos equipados com o sistema Windows Phone não compensaram a queda nas comercializações de modelos anteriores.
 
A parceria com a Microsoft, firmada no início do ano passado, era a grande aposta das empresas para se fortalecerem no mercado móvel.
 
Empresa dominante no segmento de celulares no passado, a capitalização da Nokia caiu cerca de US$ 91,5 bilhões desde que a Apple introduziu o iPhone em 2007.
 
No primeiro trimestre desse ano, as vendas de aparelhos da marca finlandesa caíram 29%, o nível mais baixo em quase sete anos.
 
Segundo a empresa, no entanto, boa parte do prejuízo trimestral se deve aos custos da joint venture Nokia Siemens Networks, que absorveu US$ 1 bilhão do balanço.
 
A empresa prevê que as margens da divisão de equipamentos, que atualmente não é lucrativa, melhorem no segundo trimestre.
 
A Nokia também espera que a sua parceria com a Siemens  melhore os resultados da empresa no segundo trimestre de 2012.
 
Junção da junção da divisão Siemens Communications da Siemens AG (excetuando a unidade Enterprise) com o grupo de redes da Nokia, a empresa começou a operar efetivamente em 2007.
 
Desde que assumiu, em 2010, o CEO da Nokia, Stephen Elop, tem-se debatido com fortes dificuldades para travar a queda das vendas de aparelhos nos mercados emergentes, bem como para frear a diminuição das margens dos smartphones.