O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, testa a telefonia da Oi ao lado do prefeito de Morretes, Amilton de Paula

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A Oi realizou na manhã da quinta-feira, 16, os primeiros testes de cobertura da frequência de 450 MHz para a área rural, no município de Morretes, no interior do Paraná.

Os testes foram realizados na Escola Rural Municipal de Marumbi, em um distrito da cidade que fica a 74 quilômetros de Curitiba.

Estiveram presentes ao teste o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o presidente da Anatel, João Rezende, além do prefeito municipal, Amilton de Paula, e do presidente da Oi, Francisco Valim.

O próprio Bernardo fez o teste, usando um celular operando em 450 MHz para ligar para Brasília e conversar com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O ministro também fez o teste de transmissão de dados utilizando um notebook para navegar na internet, além de uma ligação de telefone fixo para seu gabinete.

“Esta tecnologia será importante para que se possa quitar a dívida que o Brasil tem com algumas áreas rurais do país que hoje não têm acesso à internet”, afirmou Bernardo.

A cobertura de áreas rurais é uma das exigências do Plano Geral de Metas de Universalização da telefonia fixa (PGMU 3), plano aprovado pela Anatel na quarta-feira, 15, e aberto para consulta pública por 30 dias.

Conforme o presidente da Oi, a operadora está presente, hoje, em 5.565 municípios e 35 mil localidades do Brasil.

Valim explicou que, para atender às exigências da nova consulta pública da Anatel, uma estação radiobase móvel (ERB) enviou dados e voz para a escola de Morretes, que foi equipada com um modem conectado a um terminal telefônico e a dois computadores.

“O modem é um modelo FT 8090 da Huawei, empresa parceira nossa no experimento, ao lado da AsiaTel”, destacou Valim.

Os testes foram realizados na presença de cerca de cem pessoas, entre as autoridades de governo e setor, representantes dos parceiros, técnicos e cerca de 40 crianças de escolas rurais do município.

“A principal questão econômica a ser avaliada, como decorrência dos testes, é a quantidade de torres que será necessária para uma ampla cobertura rural e o total do investimento”, explica Valim.

Os técnicos do setor avaliam que o uso de uma torre em cada distrito rural, nos 5.565 municípios brasileiros, já propiciaria uma ampla cobertura rural, com 17.283 torres.

Entretanto, como os relevos apresentam vários obstáculos ao sinal, para garantir uma cobertura mais ampla podem ser necessárias torres em locais como morros sem estrada ou energia, o que poderia, no limite, impactar o objetivo de prestação de serviços a preços baixos, conforme avaliação do presidente da Oi.

“Essa equação pode ser melhor formulada com os resultados dos testes”, pondera.

Segundo Valim, a Oi vai fazer outros testes técnicos para mensurar itens como o desempenho da propagação do sinal, níveis de potência e velocidade de transmissão de dados na frequência 450 MHz em regiões com topografias diferentes.

As próximas cidades serão Antonina e Realeza, também no Paraná; São Sebastião e Sobradinho, no Distrito Federal; e Manaus, capital do Amazonas.