Os bancos têm medo de que o MVNO (operadora virtual móvel) crie demandas fora de seus negócios principais.

Para o presidente do Ciab Febraban, Gustavo Roxo, os bancos ainda estudam com cautela a adoção da MVNO por achar que poderão ter clientes solicitando resoluções de problemas de telefonia, que fogem ao negócio principal.

“O core business bancário já gera grande quantidade de questões a serem resolvidas entre as instituições financeiras e seus clientes”, declarou Roxo, segundo o site iPNews.

Segundo o executivo, em 2010 foram investidos R$ 22 bilhões em TI, um crescimento de 15% em relação a 2009, para ele, um reflexo do esforço das instituições financeiras em criar soluções que acompanhem a inovação tecnológica.

“A preocupação continua sendo as fraudes, tanto na Internet quanto no autoatendimento”, finalizou.

Um estudo elaborado pela consultoria Europraxis indica que o Brasil deverá ter de 10 milhões a 15 milhões de usuários de operadoras móveis virtuais, as chamadas MVNOs, até 2015.

A consultoria avalia que o mercado desta nova modalidade de negócios responderá, em quatro anos, por um faturamento de até R$ 3,5 bilhões.

Aprovado pela Anatel em novembro de 2010, o modelo de MVNOs permite que companhias de diferentes segmentos firmem parcerias com operadoras de celular tradicionais e passem a também oferecer serviço móvel.