A Portugal Telecom (PT) afirmou nesta sexta-feira, 14, que "goza de uma situação financeira sólida, uma vez que tem uma maturidade da sua dívida superior a seis anos, um dos menores custos de financiamento do setor e sem necessidade de refinanciamento até meados de 2012".

O anúncio foi feito pelo CFO da PT, Luís Pacheco de Melo, depois que a Standard & Poor's (S&P) colocou sob observação o rating da dívida da operadora, alegando que a redução da dívida não foi feita ao ritmo previsto pela consultoria.

No final de março, a dívida da PT estava em torno de € 5.660 milhões, impulsionada pelo investimento da operadora em redes de fibra, serviços 3G e 3,5G, em Portugal e no Brasil, onde atua por meio de participação de 50% no controle da Vivo.

"Estamos focados em manter, como sempre, uma forte disciplina financeira, operacional e de custos, de forma a maximizar nosso cash flow e criar valor acionista", salientou Pacheco de Melo. “A PT mantém o desígnio de crescer nos mercados estratégicos, que são Portugal, Brasil e África", frisou.
 
Uma das metas da PT para 2011 é atingir dois terços da receita fora de Portugal.

Briga com a Telefônica
Esta semana a PT negou uma oferta da Telefónica para aquisição de sua participação de 50% no capital da Vivo por € 5,7 bilhões.

A operadora portuguesa divide com a empresa espanhola, metade a metade, o capital da Brasilcel, controladora da Vivo.

Para o presidente da PT, Zeinal Bava, a tele brasileira é um ativo essencial para a estratégia dos portugueses, e abrir mão dela “significaria amputar o futuro da PT, uma vez que “escala e crescimento são fatores críticos de sucesso no setor de telecomunicações".

A rejeição da oferta da Telefônica – unanimidade no conselho da PT - foi anunciada oficialmente em um comunicado enviado na terça-feira, 11, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Conforme o material, a oferta foi "não solicitada, vinculativa e incondicional”. No comunicado, a operadora informa, ainda, que “a venda da participação na Vivo iria contra as perspectivas de crescimento a longo prazo da PT".