Funcionários da Telefónica foram às ruas contra demissões no ano passado

Tamanho da fonte: -A+A

Prevendo 1,5 mil cortes de postos de trabalho somente no Rio de Janeiro e em São Paulo, a Telefõnica/Vivo abriu a demissão voluntária no Brasil.

Negociado com os Sindicatos de Telefônicos de São Paulo e Rio de Janeiro, o PDV inclui condições especiais de saída, como um celular novo. A empresa não especificou marca e modelo.

As negociações também incluíram seis meses de plano de saúde, pagamento de indenização proporcional ao tempo de serviço e um celular, que não foi especificado.

Além disso, a operadora dará assistência especializada em recolocação no mercado.

Segundo a Telefônica, o enxugamento no quadro funcional vem para “adequar a estrutura à nova realidade gerada pela aquisição da Vivo em 2010”.

Conforme o site Computerworld, desde a fusão, a empresa tem promovido a integração das duas operações, mudando o foco da gestão da tecnologia utilizada (fixo ou móvel) para o tipo de cliente atendido (individual/residencial ou para empresas de todo o porte).

Recentemente, a Telefônica na Espanha, sede da empresa, teve que vir a público esclarecer especulações quanto a uma possível venda de ativos na Europa, atualmente sob os ventos da crise.

Analistas indicavam que a empresa poderia vender uma ou mais empresas nos cinco mercados europeus onde atua, além da Espanha, para reduzir sua dívida de € 57 bilhões (US$ 74,8 bilhões).

O grupo tem operações na Reino Unido, Irlanda, República Tcheca, Alemanha e Eslováquia, onde adota o nome de O2.

José Maria Alvarez-Pallete, presidente do Conselho de Administração e da Telefónica Europa, afirmou que apesar da retração econômica, o grupo não está procurando se desfazer de nenhuma de suas operações no continente para cortar sua dívida.

“Não somos vendedores”, afirmou em uma entrevista, após o lançamento do 'Think Big', um programa para auxiliar jovens e empresas iniciantes de tecnologia, em Londres.

“Tenho ouvido muito barulho na Irlanda: não somos vendedores e ponto final”, enfatizou o executivo.

No ano passado, a empresa anunciou que cortaria 20% de sua força de trabalho, o que provocou manifestações de funcionários da Espanha.

Crise ou gestão, os funcionários que quiserem deixar a empresa sob os termos do plano deverão se inscrever entre 12 ae14 março de 2012.

A empresa não informou o que fará caso o PDV não atinga os números desejados. Atualmente, o Grupo Telefônica tem 106 mil funcionários diretos, em empresas como Telefônica|Vivo, Atento, Terra e T-Gestiona.