O estado de São Paulo concentra 67,7% dos municípios brasileiros com ofertas de internet a baixo custo pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), índice que ainda não reflete a proposta do projeto, de chegar aos “rincões do Brasil”, e fora do eixo econômico do país.

Na lista do ministério das Comunicações, são 233 cidades paulistas, contra 111 de outros estados.

Em algumas unidades federativas – especialmente no norte e no nordeste –, a Oi, concessionária do Plano, não tem oferta.

Levada em consideração a divisão econômica, regiões como a Sudeste, que tem os três maiores PIBs do país, levam vantagem sobre outras, mais pobres.

Norte e nordeste têm, juntos, 7,8% dos municípios com a oferta. O centro-oeste possui 2,32%. No total, são 18 estados. Até 2014, no entanto, todos os municípios devem ser contemplados.

Na região Sul, são 36 municípios com a internet de 1 Mbps por R$ 35, sendo que 72,2% dessa oferta se concentra em cidades gaúchas, 19,4% ficam no Paraná. Os catarinenses recebem o pacote do PNBL em três cidades, respondendo por 8,3% do total da região.

Além disso, o preço não necessariamente fica nos R$ 35. Como há cobrança de taxas, explica o ministério, o valor acabou ficando acima do combinado.

Em pelo menos uma das empresas, o adicional eleva o preço para R$ 44,90 nos dez primeiros meses do contrato. A internet “popular” está sendo vendida pelas empresas Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel em suas respectivas áreas de atuação.

A lista das cidades pode ser consultada no site do Ministério das Comunicações (acesse nos links relacionados abaixo).

"É uma lista para que o cidadão tenha claro onde já existe essa oferta, para que ele possa cobrar a prestação do serviço no município onde reside", explica o diretor do departamento de banda larga do Minicom, Artur Coimbra.

As atualizações serão semestrais, a partir de informações fornecidas pelas próprias concessionárias.