A TIM Participações acaba de se tornar a primeira empresa brasileira de telecomunicações a entrar no Novo Mercado da BM&FBovespa.

Com a migração, enviada para apreciação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todas as ações preferenciais da companhia serão convertidas em ações ordinárias.

Isso resultará na proporção de que cada ação preferencial terá direito a 0,8406 ações ordinárias, explica o CFO da TIM Participações, Claudio Zezza.

“Foi utilizado uma média ponderada dos últimos 60 dias e embasado com estudo preparado pelo Banco Santander”, explica o executivo.

Já o CEO do grupo controlador da TIM, a Telecom Itália, Franco Bernabé, destaca que a migração para o Novo Mercado simplifica a estrutura de capital da operadora.

“Potencializamos nosso valor e passamos a ter flexibilidade para aproveitar oportunidades estratégicas”, afirma o CEO. “As elevadas práticas de governança corporativa do Novo Mercado, alinhadas a práticas de mercados como EUA e Europa, aumentam o potencial de atração de novos investidores e a liquidez das ações negociadas publicamente”, completa Zezza.

O CFO também destaca que, agora, as ações da companhia também serão levadas para o programa de ADR da bolsa de Nova York.

Adicionalmente, a política de dividendos da TIM também será unificada.

“Será assegurado a todo acionista o “tag along” de 100% nas hipóteses de alienação de controle”, finaliza o CFO.

O que é?
O Novo Mercado é um dos segmentos especiais de listagem criados pela Bovespa há cerca de dez anos, assim como os mercados Nível 1, Nível 2 e Bovespa Mais.

A criação dos setores, focada na atração de novos investidores e novas empresas, estabelece regras específicas de governança corporativa para cada segmento, voltadas à redução do risco de investimento e garantia de direitos a acionistas.

Tais regras passam, por exemplo, pela divulgação de informações sobre as companhias, além de percentual mínimo de ações em circulação (free float), que, no caso do Novo Mercado, é de 25%; características das ações emitidas – somente ON, neste segmento -, e  número de integrantes de conselhos de administração, o que para integrantes do setor em que entra a TIM fica em cinco, dos quais ao menos 20% devem ser independentes.

Outras regras se referem demonstrações financeiras anuais em padrão internacional (US GAAP ou IFRS, para o Novo Mercado), concessão de Tag Along (100% para ações ON, neste caso) e adoção da câmara de arbitragem do mercado (obrigatória, nesta categoria).

Mais detalhes sobre o Novo Mercado podem ser obtidas no link relacionado abaixo.