A penetração da banda larga no Brasil chega a ser três vezes menor em comparação a economias mais desenvolvidas, como a França.

Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Europraxis, penetração da banda larga fixa por domicílios é de 74% na França e 41% no México, contra 25% no Brasil.

Já a penetração de banda larga móvel  por habitantes na Coreia do Sul, por exemplo, atinge o percentual máximo de 90%, na França 36% e por fim, no Brasil, 12%.

Entretanto, aponta o estudo, o Brasil tem apresentado taxas de crescimento superiores à média mundial no desenvolvimento de banda larga (fixa + móvel), registrando um aumento de 64% anualmente, o que representa 35 pontos percentuais acima da média do restante do mundo.

Um dos motivos para a defasagem brasileira, indica o relatório, é o tipo de modelo para implantação da banda larga.

No Brasil, historicamente a banda larga foi impulsionada  por investimentos privados, tanto a fixa como a móvel.

Entretanto, em países líderes em penetração de banda larga, como a Coréia, o governo teve papel fundamental no seu rápido desenvolvimento através de investimentos diretos, criação de regras para promoção de competição e metas de universalização associadas à banda larga.

Para a Europraxis, o PNBL pode servir de incentivo, mas não é tudo.

“A ampla adoção dos serviços de banda larga depende de uma maior competitividade de preços”, indica a pesquisa.

O Brasil, avalia o estudo, possui preços de acesso à internet mais elevados do que os países desenvolvidos, tanto em ofertas combo como stand-alone.

O valor do combo (internet, TV e telefone) em média é de R$ 150 na França, R$ 242 nos Estados Unidos e R$ 290 no Brasil (para pacotes comparáveis). Em contrapartida, o valor da internet fixa stand-alone é de R$ 37 na França, R$ 84 nos Estados Unidos e R$ 99 no Brasil.

A continuidade dos investimentos privados e o impulso do PNBL devem levar o Brasil a 131 milhões de acessos por banda larga até 2015, podendo chegar a uma penetração em 2015 de 58% dos domicílios com acesso a banda larga fixa e 47% da população em móvel, prevê o relatório.