O número de conexões móveis mundiais chegará a 5,6 bilhões este ano 2011, 11% a mais do que as cinco bilhões registradas em 2010, movimentando uma receita em torno de US$ 314,7 bilhões, aumento de 22,5% ano/ano.

As informações são de um relatório do Gartner, segundo o qual as conexões vão apresentar um crescimento regular até 2015, quando deverão chegar a 7,4 bilhões, com faturamento com dados móveis na casa dos US$ 552 bilhões.

“O tráfego de dados móveis vai aumentar significativamente, pois mais pessoas terão acesso às redes de dados e há uma migração para os smartphones e um aumento nas vendas de media tablets,” diz a principal analista de pesquisa do Gartner, Jessica Ekholm.

Segundo ela, o volume de dados móveis também continuará crescendo à medida que as redes dos mesmos ficarem mais rápidas e generalizadas, com maior investimento por parte dos provedores de serviços de comunicação (CSPs).

O Gartner também prevê que o uso destes dados móveis por conexão vai aumentar no período estimado e haverá uma mudança na percepção dos usuários: a contratação de planos de serviços nesta área deixará de ser vista como luxo, passando a ser considerada essencial no dia-a-dia.

A estimativa do Gartner se baseia em quatro principais impulsionadores do tráfego de dados móveis: aumento na quantidade de conexões móveis, maior disponibilidade de redes e velocidade centradas em dados, smartphones, conteúdo e aplicações que consomem dados.

O relatório da consultoria antecipa que os CSPs vão começar cada vez mais a ter ofertas de planos de informações personalizados, o que poderá ajudar a capturar uma maior base de usuários.

Além disso, conforme Sylvain Fabre, diretor de Pesquisas do Gartner, os CSPs precisarão definir formas inovadoras de aumentar o faturamento com dados, e, ao mesmo tempo, encontrar novas soluções para gerenciar a demanda crescente por estes serviços.

“Em última análise, será o consumidor quem escolherá o conteúdo que deseja utilizar, enquanto as portadoras precisam garantir que a qualidade da experiência será boa”, afirma o especialista. “Uma experiência de usuário abaixo do padrão poderá levar a uma agitação/rotatividade maior”, complementa.

Para o analista, os provedores devem analisar os prós e os contras dos planos de preços personalizados, tais como preços casados, planos baseados no uso, considerando “cuidadosamente os custos adicionais e os benefícios futuros”.