A CrediPronto, joint venture do Itaú e grupo LPS Brasil especializada em financiamento imobiliário, aposta na digitalização de documentos para economizar R$ 200 mil, em um ano, com redução do gasto com papel e arquivamento.

O projeto, iniciado recentemente com a solução Safe-Doc, da Acesso Digital, tem investimento de R$ 13 mil mensais e estimativa de retorno em torno de R$ 15 mil mensais tanto em economia quanto em ganho de produtividade.

O trabalho compreende a digitalização de todos os documentos necessários para liberação de crédito imobiliário.

“O uso de documentos digitais dá agilidade e segurança à concessão de crédito, ao inibir fraudes, além de reduzir custos com papel - as impressões cairão quase a zero”, afirma Bruno Gama, diretor de Operações da CrediPronto. “O envio e arquivo de documentos também traz economia, já que agora tudo é no ambiente digital”, complementa.

Presente em mais de 400 pontos em todo o país e com volume vendido acumulado de R$ 1,1 bilhão em financiamentos até maio deste ano, a CrediPronto afirma ser a primeira empresa do segmento a adotar o processo de digitalização de documentos.

Segundo Gama, a digitalização estará em todos os pontos de contato com os tomadores de empréstimo, alterando o processo “totalmente” em relação ao modelo atual.

Antes, todos os documentos eram encaminhados via malote para a sede da empresa, onde eram analisados para formalização do contrato, e retornavam ao cliente.

Com a digitalização, tudo é escaneado pelos consultores nas imobiliárias e, então, disponibilizado diretamente no sistema de gerenciamento dos processos da CrediPronto, onde o material é analisado e o contrato é emitido.

“Eliminamos todo o fluxo de papel até a emissão do contrato”, comemora Gama. “Apenas dois documentos precisam sempre ser arquivados e mantidos em sua forma original: a matrícula do imóvel e a declaração de saúde, que são recepcionados junto ao contrato de financiamento já registrado em cartório, no final do processo”, acrescenta.

Com a redução de uso de papel, a empresa consegue também melhorar suas ações de sustentabilidade ambiental.

Segundo o diretor de Operações, a estimativa é que em cinco anos, com o Projeto Digitalização, a CrediPronto deixe de produzir e acumular 50 toneladas de papéis.

O sistema também permite o controle mais apurado do trabalho dos consultores comerciais e analistas operacionais da companhia, inclusive com indicadores obtidos de imediato, como o tempo de processamento de cada analista e o tempo e controle dos contratos em fila.

“Desenvolvemos um checklist eletrônico no qual conseguimos controlar os documentos recepcionados e agilizar a formalização dos contratos.

Há relatórios, indicadores de qualidade, todo gerenciamento é online. Pela organização, facilidade de consulta e sinergia com o consultor comercial, o processo tornou-se ainda mais rápido”, destaca Jonas Jeremias, gerente de Operações e Processos da CrediPronto.

Já Alex Yamamoto, consultor da Acesso Digital, explica como o Safe-Doc combate fraudes no processo de crédito.

“Com a digitalização feita na hora da solicitação do crédito, é possível conferir a documentação de forma rápida, evitando problemas futuros”, salienta ele.

Em menos de três anos de mercado, a CrediPronto apresenta crescimento médio de 12% ao mês, tendo finalizado 2010 com R$ 707 milhões em sua carteira de financiamentos, totalizando R$ 600 milhões de valor financiado ao longo do ano.

Já a Acesso Digital tem matriz em São Paulo e unidades em Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte.

Conforme dados da empresa, o Safe-Doc está presente em cerca de 85% dos setores da economia brasileira, atendendo a mais de 1 milhão de usuários, em uma carteira que em 2010 subiu de 430 para 800 clientes.

Entre os atendidos, nomes como Bradesco, Itaú, BMW e Marisa.