Odebrecht: Oracle para um balanço meteórico

13/12/2010 16:54

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A Odebrecht teve uma redução média de 50% no custo e tempo usado para  organização e emissão de balanços financeiros depois de adotar a  solução Hyperion/Oracle Financial Management, voltada à automatização de fechamento financeiro gerencial.

Antes de adotar o software, a corporação - que é a maior da América Latina no setor de construção civil, mas também atua em petroquímica, etanol, óleo e gás e engenharia ambiental – usava planilhas de Excel. Com o Hyperion Oracle 10g, a realidade mudou.

"Reduzimos à metade o tempo de fechamento societário de balanço", afirma Márcia Jacobina, da área de Planejamento e Sistemas Gerenciais da Odebrecht, referindo-se a nada menos do que a consolidação dos dados financeiros gerenciais de todas as empresas do grupo.

Hoje, a companhia utiliza a solução para automatizar tanto controles internos quanto de auditoria em 13 dos 20 países onde atua, o que soma 78 usuários chave e 52 nós de consolidação.

Além disso, desenvolveu uma customização sobre a ferramenta que atua integrada a um sistema HP  para orçamento de obras e foca a consolidação e controle de construções e projetos.

Atualmente, a solução está presente em 740 obras, também em 13 países, onde já reduziu, em média, 40% o tempo necessário para geração de relatórios gerenciais.

Em 2011, a meta da construtora, que é uma das 25 maiores do mundo, é levar a customização para 17 países, o que deverá ocorrer até junho.
 
Também para o ano que vem há o projeto de migrar para a versão 11g do Hyperion Oracle, além de fazer upgrade no OBIEE e desenvolver customização também sobre esta ferramenta, com a construção de dashboards.

O coelho da cartola
Para agregar os benefícios comentados pela executiva da Odebrecht, o software da Oracle para  processamento financeiro gerencial promove a automatização de todas as etapas deste processo - da coleta de dados, que permite cadastrar qualquer fonte e construir uma base única; evitando a intervenção humana, o que auxilia na redução da possibilidade de erros em cálculos e análises.

O sistema também trabalha em regime multi-moeda e multi-GAAP, o que permite, como no caso da Odebrecht, a utilização simultânea e conjugada em diversos países.

A solução gera relatórios em vários formatos, como XBRL, PDF e HTML, e atende a padrões como os exigidos pelo Bacen e outros órgãos nacionais e internacionais do gênero. Inclusive, está pronta para o padrão IFRS, que deverá passar a ser exigido nos balanços brasileiros a partir do ano que vem.

Tudo isso em ambiente web, o que também explica a redução de custos trazida pela ferramenta.

"Há redução do número de colaboradores necessários para a organização de processos financeiros gerenciais, além de desobrigar a empresa usuária da hospedagem da solução, que fica sob nossa responsabilidade", explica o consultor de Vendas da Oracle, Edgar Garcia.

Os percalços
Mesmo com tantos pontos positivos, nem tudo são flores para a Odebrecht na adoção e uso do sistema Oracle.

Um dos problemas encontrados, segundo Márcia, diz respeito ao fuso horário divergente entre os vários países onde a empresa atua. "Isso gera uma janela de indisponibilidade noturna", comenta a executiva.
 
Além disso, é preciso ainda trabalhar na redução da carga de dados entre as aplicações, o que Márcia crê que a adoção da versão 11g já seja capaz de resolver.
 
Histórico
As soluções para gerenciamento financeiro e procedimentos afins não são a única aposta da Odebrecht na Oracle. O ERP E-Business, por exemplo, é usado nas operações não só do Brasil, mas também de subsidiárias da América do Norte e Latina, África, Oriente Médio e Europa, em um projeto que até 2012 deverá incluir 20 unidades da empresa.
 
Pelo país
Nascida na Bahia, a Odebrecht mantém, além de toda a já falada operação internacional, presença em todo o Brasil.
 
Alfabetização digital no RS
No Rio Grande do Sul, por exemplo, a companhia trouxe para a obra da Barragem Taquarembó, em Dom Pedrito e Lavras do Sul, seu projeto de
inclusão digital “Caia na Rede”.
 
Gratuito, o programa foi criado em 2005 e tem como objetivo levar aos trabalhadores das obras da construtora capacitação em computação básica. Só na obra gaúcha, o projeto já recebeu adesão de mais de 100 trabalhadores e a ideia é atingir todos os 396 contratados.

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