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A Walar, empresa paulista que atua com tecnologias das multinacionais Oracle e SAP e da brasileira especializada na área fiscal Mastersaf, acaba de abrir uma unidade em Porto Alegre.

 
A operação é comandada por Waldecy Amorim, executiva conhecida no estado que no último ano estava na filial local da Sonda Procwork, tendo passado antes nove anos na Stefanini e 15 na ADP.
 
Waldecy tem por meta agregar R$ 3 milhões em faturamento para a Walar em 2012, ano no qual a empresa deve faturar R$ 70 milhões. 
 
É a primeira filial da companhia, que é sediada em São Paulo e até agora mantinha fora apenas um braço de atendimento ao grupo Edson Queiroz em Fortaleza.
 
Para este ano, a previsão é R$ 50 milhões, alta de de 66% frente aos resultados de 2009. A empresa tem um time de 320 técnicos, 160 em Oracle, 113 em SAP e 47 em Mastersaf.
 
Na área de Oracle, na qual a empresa atua com venda de licenças e consultoria, o foco no estado é a migração para a versã 12 do E-Business Suite, uma vez que a versão 11 tem previsão de encerrar o suporte. 
 
"Nós sugerimos que o cliente faça inicialmente uma migração técnica, sem mudanças de processos. Assim, eliminamos a questão do suporte e o mito de ter que reimplantar o sistema", promete Waldecy, garantindo que em laboratório a Walar reduziu o tempo da operação de 6 para 3 meses.
 
A empresa também atua nas áreas de software de banco de dados e com os ERPs JD Edwards e Peoplesoft.
 
Já em SAP, área na qual a empresa trabalha desde 2007 com serviços de consultoria em ERP – entre os clientes como Bunge e Embraer – e a fábrica de software ABAP a proposta é reduzir o custo dos projetos.
 

"O diferencial da Walar é ter uma fábrica de soluções, onde diante de determinada situação, é apresentado ao cliente diferentes opções, comenta Waldecy.

 
Waldecy destaca que a Walar não mantém fábrica de software como um pilar separado de negócios, mas como parte da estrutura da empresa, o que permite manter profissionais técnicos por mais tempo dentro da empresa.
 
Importação de trainees
A Walar adotou em São Paulo uma prática que denota o nível de competição por talento na cidade. 
 
Há quatro anos, a empresa vem admitindo turmas anuais de 20 trainees – neste último, o número foi maior, chegando a 40 – sendo que boa parte deles vem de universidades do interior paulista, onde a empresa mantém convênios com universidades.
 
“Nós pagamos todos os custos deles em São Paulo”, resume Roberto Kasputis, diretor da Walar, destacando que a empresa disponibilizou apartamentos na cidade com esse propósito. 
 
* Maurício Renner cobre o  Seminário Governança, Risco e Compliance à convite da Sucesu-RS