A Mandriva, empresa formada pela fusão em 2005 entre a distribuição de software livre francesa MandrakeSoft e a paranaense Conectiva, está passando por apuros financeiros e pode fechar as portas.
 
Segundo reportagem do site IT World, os rumores apontam para um possível fechamento nessa segunda-feira, 16, devido a uma briga entre acionistas que está impedindo uma injeção de capital sem o qual o negócio não tem condições de continuar.
 
A informação sobre a possível data de fechamento é do francês Rapahël Jadol, veterano contribuidor da comunidade, e foi postada em um fórum de discussão em 30 de dezembro.
 
A Linlux SARL, dona de 42% do capital da empresa, se opõe a um aporte de € 4 milhões por parte da Townarea Trading & Investment, outra das acionistas, composta por investidores russos baseados no Chipre.
 
Além das complicações financeiras, o IT World aponta que a Mandriva também está pressionada no mercado pela popularidade crescente do Ubuntu nos desktops e pelo ataque da Red Hat e Suse na área de servidores.

Segundo o site Distro Watch, a Mandriva encerrou 2011 como a 11ª distribuição mais popular. O Ubuntu é o segundo colocado, logo atrás do Mint. Um ano antes, a empresa era a sétima colocada.

Em 2005, ano do seu surgimento, a Mandriva ocupava a vice-liderança.
 
A história da Mandriva é conturbada, com uma quase falência em 2006 e boatos de aquisição pela também francesa Linagora não concretizados em 2011. Em 2010, surgiu um fork na comunidade, que passou a desenvolver o código sob o nome Mageia.
 
No Brasil, no entanto, os negócios pareciam ir melhor. Um ano após a fusão, em 2006, a Mandriva divulgou aumento de 42% na receita no Brasil, atingindo faturamento de R$ 5,1 milhões.
 
O resultado foi atribuído na época a parcerias para sistemas embarcados e com fabricantes de hardware, como a Positivo Informática, HP e Leader Tech, e ao aumento de 50% na base de parceiros em treinamentos Linux.
 
Ainda em 2010, o Ministério da Educação escolheu a Positivo e a Mandriva Linux como fornecedores dos até 1,5 milhão de netbooks a serem distribuídos na rede de ensino público, no que foi definido pela Mandriva como uma das “maiores implantações organizadas de Linux no mundo”..
 
A matéria da IT World está disponível na íntegra pelo link relacionado abaixo.