A BRQ, especializada em serviços de TI, anuncia que irá manter sua estratégia de aquisições, que até o final do ano deverá resultar na compra de mais uma ou duas empresas, para preparar a abertura de capital, que deve acontecer dentro de quatro anos.

A companhia não divulga quanto pretende investir nas aquisições. Entretanto, conforme o presidente Benjamin Quadros, a meta é integrar empresas que, além de adicionar uma carteira de clientes, tragam ofertas de serviços complementares ao portfólio da BRQ, informa o TI Inside.

Para este ano, a companhia projeta um crescimento de 15% sobre 2009, o que deverá resultar em faturamento de R$ 230 milhões.

Entretanto, Quadros destaca que, caso sejam confirmadas as compras, a receita poderá subir para cerca de R$ 300 milhões.

Além do aporte a ser realizado nas aquisições, a BRQ investirá quase R$ 7 milhões em 2010, sendo R$ 6 milhões em hardware, software e serviços, e mais R$ 750 mil em capacitação.

Segundo Quadros, para iniciar o processo de abertura de capital, uma companhia precisa deter faturamento de cerca de R$ 1 bilhão. Por esse motivo é que será mantida a estratégia de crescimento inorgânico.

Entretanto, o executivo revela que a companhia se manterá atenta à possibilidade de a Bolsa de Valores de São Paulo criar condições especiais para permitir a abertura de capital por pequenas e médias empresas.

Trata-se do Bovespa Mais, segmento de listagem do mercado de balcão organizado administrado BM&FBOVESPA e idealizado para tornar o mercado acionário brasileiro acessível a um número maior de empresas, em especial aquelas particularmente atrativas aos investidores que buscam investimentos de médio e longo prazos e cuja preocupação com o retorno potencial sobrepõe-se à necessidade de liquidez imediata.

Fundada em 1993, a BRQ mantém uma média de crescimento anual na casa dos 30%. A empresa, que é CMMI 5 e MPS.BR A, mantém escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Mangaratiba, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador, Nova Iorque e Madrid.