A CPMC Celulose Riograndense retomou o plano de investimentos que pode injetar até US$ 2,5 bilhões no estado, gerando 2,5 mil empregos na planta da empresa em Guaíba, em alguns anos.

O anúncio, feito três anos após a companhia suspender o aumento de capacidade de produção no estado, pode beneficiar a TI gaúcha.

Isto porque, conforme declarou em entrevista ao Baguete no fim do ano passado o gerente de TI da empresa, Carlos Cesar Almeida, a CMPC prefere ter autonomia e trabalhar com fornecedores próximos nas questões de tecnologia.

A nova unidade que a CPMC anunciou estar em vias de tirar do papel em Guaíba terá capacidade para produção de 1,3 milhão de toneladas de celulose.

De acordo com o residente da empresa, Walter Lídio Nunes, o projeto ainda está em elaboração e terá de passar pela aprovação de acionistas no começo de 2012, mas a área da unidade atual da companhia na Grande Porto Alegre já vem sendo preparada para a ampliação.

“Já estamos preparando com obras viárias, o que prova que há intenção séria no projeto”, afirmou ele à Zero Hora.

O projeto inicial de instalação de uma nova planta foi apresentado ainda em 2008, pela Aracruz – que foi comprada pela CMPC em 2009.

Revisado, o projeto original prevê o início da produção para agosto de 2014 e, para garantir o cumprimento do cronograma, Lídio Nunes afirma que já estão em planejamento contratações de operários para o canteiro de obras, que pode chegar a 7,5 mil pessoas no auge da construção.

De acordo com o presidente, da produção de celulose obtida no estado, dois milhões de toneladas são destinados à exportação, o que afeta a expansão da companhia no quesito “incentivo fiscal”.

Explica-se: a venda para o exterior não gera ICMS, que é o principal instrumento para concessão de incentivos estaduais.

Assim, a obra não vai receber benefícios fiscais diretos, mas Nunes garante que já está em negociação com a Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento apoio no asfaltamento de um trecho de estrada que encurtaria em nove quilômetros o percurso para chegada de madeira à unidade.

A CMPC Celulose Riograndense pertence ao grupo chileno CMPC. No Brasil, também controla a Melhoramentos Papéis.

TI local em alta
Quando da entrevista ao Baguete, o gerente de TI da CMPC, Carlos Cesar Almeida, ressaltou a competência dos fornecedores da TI gaúcha como “de alto nível”.

O mercado local vem suprindo as demandas da companhia, que usa soluções como, por exemplo, o Qualitor, da porto-alegrense Constat, na área de service desk.

Alguns dos antigos fornecedores da Aracruz foram mantidos pela Celulose Rio Grandense, como é o caso da capixaba Nexa.

No entanto, segundo Almeida, a CMPC já pediu que a companhia abra uma operação local em Porto Alegre.

A matéria na íntegra pode ser conferida pelo link abaixo.

O negócio
A venda da unidade Guaíba da Aracruz para a CMPC, anunciada em outubro do ano passado, foi um negócio de US$ 1,43 bilhão.