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A TI do Rio de Janeiro está “estagnada”.

 
É o que opina o Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (Seprorj), Benito Paret, que culpa problemas fiscais pelo quadro no estado que é considerado o segundo maior mercado de TI do país, atrás de São Paulo.
 
“O fato de não termos tido uma política de fortalecimento e de atração de novas empresas acaba estagnando o próprio mercado”, disse Paret em entrevista à Agência Brasil.
 
O empresário é o coordenador do 9º Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios (Rio Info 2011) que começou nesta terça-feira, 27, no Rio.
 
Paret acrescentou que a única política fiscal que estava definida era a redução do Imposto sobre Serviços (ISS) de 5% para 2%, para que o Rio ficasse no mesmo nível de outros concorrentes, projeto que estaria parado na prefeitura.
 
Porto Alegre, por exemplo, oferece ISS de 2% desde 2004. Outras capitais como Belo Horizonte e São Paulo também já reduziram a alíquota. A redução é pedida pelos empresários do Rio desde 2007.
 

Na capital gaúcha, a arrecação do imposto, mesmo reduzido pela metade, aumentou em 11% entre os empreendimentos de tecnologia no período, conforme dados do Gabinete de Inovação e Tecnologia de Porto Alegre (InovaPOA). 

Outro projeto que iria estimular o setor no estado era a criação de uma agência de desenvolvimento, ou fundação de apoio, específica. “Isso também não tem andado”, assegurou Paret. “Se não houver uma reação, a gente vai passar por tempos de muita limitação”, concluiu o presidente do Seprorj.