O mercado brasileiro de TI deve registrar, no balanço de 2009, um crescimento de 0,6% em comparação com 2008, segundo análise do IDC Brasil. Já para 2010, a previsão é de uma expansão de cerca de 7%.

Conforme Mauro Peres, country manager do IDC, se considerado o governo (administrações municipais, estaduais e federal), a participação atual no bolo do faturamento local de TI é de 10%.

Já o setor financeiro colabora com 18% de todos os investimentos brasileiros em tecnologia.

Na opinião do professor Fernando Meirelles, da FGV-SP, que edita anualmente uma pesquisa sobre uso da informática no país, o segredo para o reconhecimento internacional do nível da automação de bancos no Brasil é exatamente o alto volume de investimento.

“O setor financeiro gasta mais em tecnologia do que o triplo da média dos demais segmentos”, afirma ele. “Assim, é emblemático para a própria história do desenvolvimento de TI, porque é maior em volume, em impacto na indústria de informática e é referência mundial”, explica.

Rumo ao dobro
Meirelles que divulgou recentemente a 21ª edição da pesquisa, prevê que o Brasil deverá atingir a marca de 140 milhões de computadores até 2014, o que representará praticamente o dobro dos 72 milhões atuais.

Caso a projeção se concretize, o país contará com dois PCs para cada três habitantes, ante o patamar de hoje, de cerca de dois para cada cinco.

Três décadas em quatro anos
Segundo a FGV, em 2008 e 2009, foram comercializadas 12,2 milhões de máquinas no país.

“Nos próximos quatro anos serão vendidos tantos computadores quanto nas três últimas décadas”, conclui Meirelles.