Poucas horas antes da reunião entre governo e centrais sindicais, agendada para às 16h30min dessa quarta-feira, 26, para discutir o reajuste do salário mínimo, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou que a intenção é manter o valor já anunciado pelo governo de R$ 545.

Qualquer possibilidade de mudança nesse número, segundo ela, é remota.

“Vamos sentar para discutir com as centrais e vamos retomar a regra que foi negociada com eles. Esses R$ 545 são reflexo do que foi discutido com eles em 2005 e que a gente vem aplicando todos os anos. Nos parece que não é o caso de mudar”, disse, após participar de entrevista durante o programa 3 a 1, da TV Brasil.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, recebe hoje representantes de seis centrais sindicais para discutir o aumento do salário mínimo e a correção da tabela do imposto de renda. Também deve ser analisado o aumento do valor dos benefícios da Previdência Social para aqueles que recebem benefícios acima do mínimo.

No último dia 14, o governo anunciou um salário mínimo de R$ 545, mas as centrais reivindicam R$ 580 e a correção da tabela do IR em 6,47%, que representa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2010.

Miriam afirmou ainda que o contingenciamento previsto para o início do governo Dilma Rousseff poderá atingir investimentos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

“O cobertor é curto. Vamos fazer a melhor escolha dentro dessa lógica. Se tiver que pegar um pouquinho o PAC, será o mínimo possível”, disse.

A ministra lembrou que a orientação da presidente é que investimentos em programas sociais e do PAC 2 sejam preservados, mas destacou que a pasta ainda está “calibrando” o montante do contingenciamento. A previsão, segundo ela, é que o número seja divulgado no dia 10 de fevereiro.