O Ceitec, que será inaugurado oficialmente no dia 05 de fevereiro, precisa se mostrar “mais ágil” para cumprir o papel de catalisador de investimentos no estado.

É o que opina o coordenador da bancada gaúcha no Congresso, Beto Albuquerque (PSB-RS), segundo publicado nesta terça-feira, 26, pela colunista de Economia do Correio do Povo, Denise Nunes.

De acordo com a jornalista, Albuquerque lembra que o Ceitec é resultado de investimentos federais de R$ 350 milhões assegurados por emendas coletivas da bancada ao longo de quatro anos.

O deputado federal lembra que a maioria da verba saiu dos cofres do governo durante o governo Lula, durante o qual o PSB controlou o Ministério de Ciência e Tecnologia.

“Concluído, é preciso agora apostar no dinamismo”, afirmou Albuquerque ao Correio do Povo.

Queixas do Ceitec
As críticas de Albuquerque acontecem dias após da publicação na Zero Hora queixas do presidente do Ceitec, Eduard Weichselbaumer, que reclamou da infraestrutura do local,

“Não temos calçada e a nossa rua (Lomba do Pinheiro) está cheia de buracos. E olha que transportamos equipamentos sensíveis”, afirmou o executivo alemão à editora de Economia de Zero Hora, Maria Isabel Hammes, em declarações publicadas na quarta, 20.

HT Mícron
A proximidade das declarações de Weichselbaumer e Albuquerque sugerem um troca de farpas via notas na impresa.

De qualquer maneira, o Ceitec parece ter tido um papel importante na atração da fábrica da HT Mícron para São Leopoldo.

Ainda que o centro tenha ficado na cidade da região metropolitana – e não em Porto Alegre, que também disputava o investimento de US$ 200 milhões - o presidente da empresa, Ricardo Felizzola, destacou a importância do Ceitec como fornecedor de matéria prima para nova operação e de mão de obra especializada para o mercado de semicondutores, ainda incipiente no país.