Jorge Gerdau Johannpeter  defendeu na quarta-feira, 23, a redução do número de ministérios no Executivo, durante o seminário "Os avanços da gestão pública no Brasil", promovido pelo Valor Econômico.

De acordo com o presidente do conselho de administração da Gerdau e da Câmara de Gestão criada pelo governo Dilma Rousseff, administrar 40 ministérios é uma tarefa inviável.

“Não se pode trabalhar com 23,5 mil assessores de confiança", afirmou o empresário, que defende mais profissionalização na administração pública.

De acordo com o Valor, fontes do governo dizem que a presidente Dilma Rousseff estuda unificar as secretarias de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Políticas para Mulheres na reforma ministerial a ser promovida nos próximos meses.

Outra medida cogitada no Palácio do Planalto é a reincorporação da Secretaria de Portos pela Pasta dos Transportes. Atualmente, Dilma conta com 38 ministros.

No seminário, Gerdau destacou que a gestão é um fator definitivo para gerar prosperidade e riqueza, além de um instrumento essencial para o Brasil competir com os países asiáticos e aumentar os investimentos públicos sem aumentar a carga tributária.

"O Brasil tem que aumentar a taxa de investimentos, e isso só pode vir por meio de gestão", apontou.

Gerdau salientou o Banco do Brasil e o Itamaraty como exemplos de sucesso nas áreas em que a burocracia é profissionalizada.

Desde maio, o empresário preside a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, colegiado formado por empresários e ministros, com o intuito de sugerir ao governo formas de reduzir custos, melhorar o controle dos gastos públicos, racionalizar processos e melhorar serviços prestados à sociedade.

Neste primeiro momento, a Câmara de Gestão faz um diagnóstico da situação dos aeroportos, dos ministérios da Justiça, Saúde e Transportes, Infraero e Correios. O grupo também acompanhará os preparativos para a Copa de 2014 e o Ministério da Previdência, segundo informa o Valor.

Por ora, a Câmara de Gestão está buscando formas para melhorar os serviços públicos e, por conseguinte, tentará auxiliar o governo na redução de gastos.

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