A Paquetá encerrou suas atividades de produção em Sapiranga-RS.

Ao todo, a fábrica emprega 1,4 mil colaboradores. Destes, conforme dados do Sindicato dos Calçadistas, cerca de 300 já tiveram recisão de contrato encaminhada.

Do restante, parte permanecerá na companhia, realocada em departamentos que seguirão funcionando na operação gaúcha, como Design e Compras.

A fabricação local da Paquetá será transferida para o Nordeste, em unidade destinada a atender ao mercado interno, e para uma operação na República Dominicana, focando as exportações.

Uma atrás da outra
Este foi o segundo anúncio de encerramento atividades do ramo calçadista gaúcho em três meses: em maio, foi a Azaléia que fechou a fábrica localizada em Parobé, demitindo 800 colaboradores.

Em comunicado oficial divulgado pela companhia na época, a justificativa para o fechamento da unidade era a concorrência com os calçados importados, tornando a medida “absolutamente necessária por questões de competitividade”.

A unidade de Parobé era a menor da Azaléia em volume de produção.

Histórico de cortes
Em julho de 2009, a Vulcabras/Azaléia já havia demitido cerca de 600 funcionários em Parobé, quando reduziu a produção da unidade em um turno.

Na época, a companhia também alegava a concorrência dos importados, especialmente de produtos chineses.

Foi o segundo corte de colaboradores realizados pela empresa naquele ano: no primeiro semestre, outras 299 demissões haviam sido realizadas.

Antes, ainda em 2008, a companhia havia encerrado as operações na unidade gaúcha de Portão, que na época empregava cerca de 250 pessoas.

Os colaboradores puderam, na época, optar entre se transferir para Parobé ou rescindir contrato.