A indústria de Private Equity & Venture Capital deve ter um crescimento de 20% no Brasil, em 2012, em relação ao volume de investimentos e número de empresas investidoras.

A estimativa é de Clóvis Meurer, presidente da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP).

Segundo Meurer, o cenário é de otimismo na indústria de PE, com novos investidores estrangeiros interessados no Brasil e uma maior diversificação de áreas para aportes, como energia e turismo.

“Há várias oportunidades de investimentos, e o volume de recursos aplicado também está em crescimento”, avalia Meurer.

Para o vice-presidente da ABVCAP, Fernando Borges, a indústria está capitalizada e o investidor tem recursos e liquidez, mas há uma cautela positiva no mercado, o que mostra a maturidade do setor.

Segundo Josh Lerner, professor-titular de investment banking da Harvard Business School e conselheiro da Mastermind, o otimismo da indústria de PE não é gratuito.

“Vivemos uma das décadas mais importantes do setor, principalmente nos últimos cinco anos, com uma melhor qualidade dos investimentos e das empresas envolvidas nesse mercado”, diz.

Depois do volume de captações ter atingido US$ 7 bilhões em 2011, mais do que cinco vezes superior ao montante total captado em 2010, que foi de US$ 1,1 bilhão – segundo dados da EMPEA (Emerging Markets Private Equity Association) – o Brasil mantém perspectivas muito favoráveis para o ingresso de capital e os investimentos no setor.

Estimativa da ABVCAP é que até junho o setor vai contabilizar de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões entre recursos movimentados nos últimos 18 meses.

O Brasil respondeu por 18% de todo o volume captado por fundos de Private Equity em emergentes no ano passado e foi o segundo principal destino dos recursos captados pelos fundos no primeiro semestre de 2011 – atrás apenas da China.

Os dois países juntos lideraram as captações dos países emergentes, com um US$ 23,7 bilhões, o equivalente as 61% do total de captações dos emergentes, que foi de US$ 38,6 bilhões.

Além disso, segundo pesquisa publicada pela EMPEA e Coller Capital, o Brasil foi apontado como o País mais atraente para os investidores de PE entre os países emergentes.