A participação da indústria no PIB caiu de 19,2% para 15,8% nos últimos sete anos.

É o que aponta o estudo “Desempenho da cadeia de valor metalmecânica latino americana”, realizado pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior para o O Instituto Aço Brasil (IaBr).

No final de agosto, o Instituto havia desenhado um cenário pessimista para as siderúrgicas nacionais, prevendo que a produção cresceria apenas 10,5% sobre 2010.

De acordo com o portal Amanhã, o Brasil, assim como a Colômbia, é um dos países que mais registrou valorização cambial nos últimos anos. Entretanto, em relação aos produtos manufaturados, está perdendo espaço no PIB.

 Em 2004, por exemplo, a indústria manufatureira respondia por de 19,2% do PIB brasileiro. No ano passado, essa fatia já havia encolhido para 15,8%. Os efeitos desse processo aparecem também na pauta de exportações, especialmente no comércio com a China.

Hoje, o Brasil vende para os chineses apenas produtos primários. Em compensação, compra manufaturados da cadeia metalmecânica em grandes quantidades, mais de 60% das importações oriundas da China.

Conforme informações do portal Amanhã, o IaBr se reuniu na semana passada com o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, para estabelecer medidas de comercialização no país.

Entre as propostas estão a cobertura da Receita Federal de que os produtos importados estejam em conformidade com as normas técnicas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, e terminar com a guerra fiscal entre os estados, acelerando a aprovação do projeto de lei  que reduz a zero a alíquota do ICMS.

 “O setor está em compasso de espera, pois quer saber para onde vai correr esse rio”, declarou Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do IaBr, ao portal Amanhã.