O projeto de expansão da Ufrgs, considerada a maior em seus 75 anos, irá envolver recursos da ordem de R$ 90 milhões.

A universidade gaúcha conta com R$ 36 milhões, garantidos pelo Programa Reuni - Reestruturação Expansão das Universidades do Ministério da Educação, e outros R$ 54 milhões assegurados por convênios com os ministérios da Saúde, Ciência e Tecnologia e Esportes.

Os recursos, afirma o reitor Carlos Alexandre Netto, são suficientes para expandir em 28% a área física da universidade, que terá mais 90 mil metros quadrados acrescentados aos 350 mil já existentes, segundo informa a Zero Hora.

Cerca de 60 obras – algumas em andamento, mas a maioria em fase final de projeto ou licitação – irão garantir uma ampliação de 30%, comparado a 2007, nas vagas do vestibular até 2012.  Ou seja, os ingressos irão saltar de 4,2 mil para 5,5 mil, sendo que a maior parte das vagas adicionais virá em cursos novos ou noturnos.

Áreas de engenharia e saúde serão beneficiadas

Na área da saúde pública, um Hospital Odontológico vai se transformar na primeira emergência pública do gênero na capital. Com 150 consultórios, poderá atender a 450 pacientes por dia, com serviço de pronto-socorro e procedimentos como limpeza, restaurações, colocação de próteses e cirurgias. A universidade aguarda licença para iniciar as obras, cujo tempo de execução é de um ano e meio.

Já no campus do Vale, prédios equipados com laboratórios modernos, um novo restaurante universitário e uma casa do estudante com capacidade para 600 pessoas, entre mais de uma dezena de obras, prometem mais conforto para pesquisadores, estudantes da graduação e professores.

No campus Olímpico, que abriga a Escola Superior de Educação Física, dois ginásios podem atrair eventos internacionais quando estiverem prontos.

Aém disso, as 13 faculdades da Escola de Engenharia vão dobrar a formação de profissionais nos próximos cinco anos, ou seja, 900 novos profissionais por ano. Uma das principais apostas é o Centro de Energia da universidade: os novos laboratórios vão permitir o desenvolvimento de pesquisas de ponta na área do petróleo - com materiais asfálticos, equipamentos para plataformas e sistemas de controle.

Embora comemore as novidades, o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Cláudio Scherer, prefere cautela diante de décadas de imobilização. "Aplaudo a expansão, mas ela ainda é tímida", considerou o professor.

Informações adicionais sobre o projeto de expansão podem ser obtidas na matéria publicada pela Zero Hora, disponível na íntegra no site relacionado abaixo.