O aumento de capital de até R$ 700 milhões para capitalização da Lupatech, anunciado em dezembro do ano passado, saiu do papel.

Segundo informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, serão emitidas 175 milhões de novas ações, a R$ 4 cada uma, e o aumento de capital poderá ser homologado parcialmente desde que chegue pelo menos a R$ 350 milhões.

Esse montante mínimo foi garantido por Petros e BNDESPar - segundo e terceiro maiores acionistas, com fatias de 15% e 11,5%, respectivamente - e pela GP Investimentos.

Com a operação, a GP passará a integrar o capital da Lupatech após a incorporação de sua controlada San Antonio Brasil (SABR) à companhia.

Os R$ 350 milhões restantes dependerão da adesão dos acionistas minoritários à subscrição.

O fundo de pensão dos funcionários da Petrobras e o braço de participações do BNDES subscreverão em conjunto até R$ 300 milhões no aumento de capital.

Já a incorporação da SABR, que fornece serviços para poços de petróleo, ocorrerá por R$ 150 milhões, dos quais R$ 100 milhões em dívidas.

Com patrimônio líquido negativo em R$ 43,7 milhões em 2011, a Lupatech enfrenta problemas desde que a Petrobras adiou encomendas em 2008, em função da crise.

Endividada por causa das aquisições que tinha feito até então, a empresa, que abriu capital em 2007, não consegue gerar caixa para arcar com suas despesas financeiras, relembra o Valor.

A empresa terminou 2011 com prejuízo de R$ 241,3 milhões e apenas R$ 21,4 milhões em caixa.

As dívidas com bancos que vencem no curto prazo somam R$ 299 milhões.