Cada real investido na edição 2012 da Cebit, na qual o Brasil foi país parceiro, deve render até 20 em novos negócios para as empresas participantes ao longo dos próximos cinco anos, gerando um total de US$ 60 milhões.

É o cálculo feito pela Softex, organizadora do projeto de participação brasileira na feira, batizado de Brasil IT +, que levou 130 empresas e organizações do país para participar da feira.

O investimento total na participação foi de US$ 3,2 milhões, dos quais cerca da metade vieram em subsídios públicos para o aluguel de espaço nos 1,2 mil metros quadrados da participação do projeto na feira, distribuídos por seis pavilhões.

Dentro da delegação brasileira, o destaque ficou para o Rio Grande do Sul, que levou a maior delegação no geral com 16 empresas, além de representantes do Tecnosinos, Tecnopuc, Ceitec e Ufrgs.

Os cálculos não incluem empresas como Digitel e Perto, que participam tradicionalmente da feira por conta própria.

De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento do Rio Grande do Sul, que subsidiou 80% do valor da participação gaúcha. Só nos dois primeiros dias foram quase 500 contatos, dos quais um quinto promete perspectiva de negócios futuros.

Outro fato que ajudou no volume de gaúchos foi o fato da Fiergs, federação das indústrias gaúchas, ser encarregada pela CNI de organizar o AL Invest, um programa que conta com recursos da União Europeia para promover a internacionalização de empresas latino americanas e realizou palestras e reuniões de negócios em paralelo à Cebit.

“É a maior participação brasileira em qualquer feira de TI já feita”, resume José Antônio Antonioni, diretor da Softsul, entidade gaúcha que organizou a participação dos brasileiros nos últimos 12 anos.

Na avaliação de Antonioni, o esforço da Softsul em manter uma participação brasileira de forma constante na feira, ainda que em escala menor – no último ano foram 100 metros quadrados dentro do projeto – ajudou a criar as condições para que país fosse eventualmente convidado a ser país parceiro do evento.

Além de trazer a presidente Dilma e boa parte do primeiro escalão do governo com ligações na área de TI e telecomunicações para Hannover, a condição de país parceiro também desatou participações de empresas como Petrobras e Embraer, que tradicionalmente não participam da feira.

Para 2013, quando o país não terá mais a vitrine especial proporcionada pela condição de parceiro, a participação já não será a mesma, mas Antonioni acredita que esta edição gerou um ganho de escala.

“Estou tendo um feedback muito bom dos empresários e acredito que daqui para frente a participação brasileira será de pelo menos o triplo da média histórica”, afirma o diretor da Softsul.

Antonioni acredita ainda que a boa participação brasileira possa reverter em mais países vindo para a BITS, evento parente da Cebit que acontece em Porto Alegre em maio, e foi divulgado durante a feira em Hannover.

* Maurício Renner cobre a Cebit 2012 à convite da Softsul