Relatório da Pew Charitable Trusts aponta que os países do G-20 podem atrair investimentos de até US$ 2,3 trilhões em energia limpa nos próximos 10 anos.

Foram analisadas as projeções de investimentos privados em energia eólica, solar e de biomassa, a partir de resíduos, e pequenos projetos de energia marinha, geotérmica e hidrelétrica.

Os principais investimentos deverão ser feitos na Ásia, especialmente China e Índia. Porém, diz o estudo, cada membro do G-20 tem a oportunidade de atrair mais investimentos privados para projetos no setor.

Segundo Phyllis Cuttino, diretor do Programa Pew Climate and Energy, o aporte na área de energias limpas fortalece outros setores da economia.

"Países que querem maximizar investimentos privados, estimular a criação de empregos, fortalecer a produção e capitalizar oportunidades de exportação deveriam fortalecer suas políticas de energia limpa", disse Cuttino.

Três cenários foram delineados: tradicional, sem mudança das atuais políticas; Copenhagen,  com a implementação das metas estabelecidas durante as negociações internacionais para o clima, em Copenhagen (2009 ), e de Energia limpa aprimorada, focada no estímulo de mais investimentos e adições de capacidade.

A projeção do total atraído em investimentos em projetos de energia limpa seria de US$ 1,7 trilhão (tradicional), US$ 1,8 trilhão (Copenhagen) e  US$ 2,3 trilhões Energia limpa aprimorada.

Países asiáticos devem ser o principal destino regional para financiamento de energia limpa – com China e Índia abrindo o caminho devido a políticas fortes de energia limpa. Ate 2020, China, Índia, Japão e Coréia do Sul contabilizarão aproximadamente 40% dos investimentos mundiais em projetos de energia limpa.