Conrado Engel.

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O Brasil é um dos motores da estratégia de crescimento global do HSBC, que fundamenta seus planos principalmente nos países emergentes – o que vai além do BRIC, incluindo também mercados como Colômbia, Indonésia, Egito, Turquia e África do Sul.

 
O país, onde o maior banco privado do mundo está desde 1997, responde por cerca de 60% do volume de negócios da instituição na América Latina. Entre o primeiro semestre de 2009 e o mesmo período de 2010, o HSBC cresceu em torno de 70% no mercado brasileiro, o que motiva as pretensões de investimento por aqui.
 
“Pretendemos crescer no Brasil via crédito e depósitos. Em 2010, nossa projeção é aumentar em 20% nossos ativos no país”, destaca o presidente do HSBC Brasil, o catarinense Conrado Engel, que palestrou no Tá na Mesa da Federasul desta quarta-feira, 08.
 
Para ele, um dos pontos que chama a atenção no país é o alto nível de confiança dos "principais atores da economia", que, segundo ele, voltou aos parâmetros pré-crise mundial. "Além disso, há um processo acelerado de formalização do emprego versus redução do desemprego, somado a uma expansão do salário real, que deve crescer a uma média de 2% no ano que vem, ou seja: aumento de consumo", ressaltou o presidente.
 
Com tudo isso, as metas do banco para o país incluem passar de 100 agências Premium, voltadas a clientes com renda mensal acima de R$ 7 mil ou investimentos a partir de R$ 50 mil.
 
Sul
Hoje, o HSBC conta com agências em 567 cidades brasileiras. Só no Sul, são 241. sendo 50 no Rio Grande do Sul e 12 em Porto Alegre.
 
No estado, a carteira de clientes pessoa física conta com 120 mil nomes, e, a de pessoa  jurídica, com 10 mil. Já o volume de ativos fica em R$ 3,4 bilhões.
 
“Pretendemos abrir ao menos mais três agências no estado, em Porto Alegre e Sapucaia do Sul”, contou Engel.
 
TI
O presidente do HSBC Brasil também declarou que a empresa tem investido cada vez mais fortemente na padronização global dos sistemas, especialmente nas áreas de atendimento e segurança da informação.
 
O executivo não deu detalhes sobre fornecedores ou tipos de sistemas, mas revelou: os clientes serão atendidos da mesma forma no Rio Grande do Sul ou em uma agência do Cazaquistão, por exemplo.
 
“Um cliente Premium, por exemplo, não precisa se identificar quando entra em qualquer agência nossa, esteja onde esteja. Nossos sistemas padronizados permitem que ele mostre seu cartão e tenha na hora todos os seus dados reconhecidos”, destacou Engel.