A freada no PIB brasileiro no terceiro trimestre deve segurar o crescimento da economia até 2012.

Segundo especialistas, a retração em todos os componentes do consumo interno – famílias, governo e investimento – reforça o teto de 3% para esse ano.

A queda na demanda doméstica foi o dado não esperado dentro do resultado do PIB, diz o jornal Valor Econômico.

Pelo lado da demanda, recuaram o consumo das famílias (menos 0,1%) e do setor público (menos 0,7%), formação bruta de capital fixo (menos 0,2%) e as importações (menos 0,4%), sempre na comparação do terceiro trimestre com o segundo, descontados os efeitos sazonais.

Apenas as exportações cresceram, com alta de 1,8% na mesma comparação.

O aumento da incerteza gerada pela crise externa pode explicar parte do resultado ruim da demanda doméstica, disseram economistas ouvidos pelo Valor.

A maioria, contudo, apontou a política contracionista adotada a partir do fim de 2010 como principal razão da forte desaceleração do consumo e da oferta de bens e serviços da economia brasileira no terceiro trimestre.

As previsões para o PIB do últimos trimestre em relação ao terceiro variam de 0,2% a 0,8%, na série com ajuste.

Para 2012, se o governo quiser garantir o crescimento desejado pela presidente Dilma Rousseff - entre 4% e 5% - o PIB precisará se expandir de 1,4% a 1,8% a cada trimestre - e a zona do euro não entrar em recessão.

Segundo a revista Exame, a retração terá consequências para o governo Dilma.

A paralisação do crescimento indica, na opinião da revista, que a presidente terá de caminhar no fio da navalha para não perder popularidade nem abalar sua sustentação no Congresso, confirmando a economia como o foco principal da atenção presidencial.

Leia as matérias do Valor e da Exame nos links relacionados abaixo.