O Rio Grande do Sul vendeu seu peixe para investidores estrangeiros no segmento de TIC na Cebit nesta quarta-feira, 07, durante um painel que contou com representantes do governo e empresariado inserido na programação do evento.

As apresentações deram conta do recado servindo até para animar quem, como o repórter aqui, às vezes acha que o Rio Grande velho de guerra já não e está com essa bola toda.

Marcus Coester, presidente da AGDI, apresentou dados socioeconômicos como o fato do estado ter um índice de desenvolvimento humano de 0,832, o que, para um país, significaria uma colocação entre os 30 primeiros, duas posições abaixo do Reino Unido.

O presidente da AGDI também destacou argumentos mais conhecidos como a localização central no Mercosul e outros nem tanto, como o fato do Rio Grande do Sul ter o maior numero de PhDs per capita do Brasil, além de um corpo docente de ensino superior com um índice de detentores de mestrado de 75%.

Ricardo Felizzola, vice presidente da Fiergs e cônsul para inovação tecnológica da entidade empresarial, deu o ponto de vista do empreendedor sobre a base de 300 empresas de hardware e 1,3 mil de software presente do estado e apresentando o Rio Grande do Sul como uma alternativa à “lotação de São Paulo”.

O empresário gaúcho usou sua experiência pessoal citando como exemplo o caso da HT Micron, joint venture coreano brasileira que vai investir US$ 200 milhões em uma fábrica para encapsular chips em São Leopoldo.

“Nossos sócios coreanos avaliaram todo o Brasil antes de escolher o Rio Grande do Sul. Minha decisão não foi feita com o coração, foi feita usando uma planilha”, apontou Felizzola.

* Maurício Renner cobre a Cebit 2012 à convite da Softsul