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De cada três investidores brasileiros, dois têm uma carteira incompatível com seu perfil de risco.

A constatação faz parte de levantamento realizado pelo Itaú Unibanco com 300 mil clientes entrevistados em 2010.

Segundo o estudo, 31% dos clientes da instituição assumiram um risco maior que o indicado como limite recomendável na Análise do Perfil do Investidor (API).

Outros 30% fizeram o contrário: foram mais cautelosos do que deveriam ser.

Para Osvaldo Nascimento, diretor-executivo de Produtos de Investimento e Previdência do Itaú Unibanco, essa falta de noção quanto ao próprio enquadramento não é saudável.

“Quem não tem perfil para grandes riscos e assume uma carteira agressiva precisa entender que pode perder até todo o patrimônio. E quem poderia ter mais riscos tem que entender que está perdendo oportunidades”, alerta.

Após um ano, a regra que exige que os bancos respeitem o perfil dos clientes na hora de oferecer fundos de investimento, a chamada "suitability", deve ser ampliada até o fim deste ano.

Conforme matéria do jornal O Globo dessa segunda-feira, 07, as instituições financeiras ainda enfrentam a resistência dos investidores na hora de adequá-los ao próprio perfil de risco - se conservador, moderado ou agressivo.