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A atuação do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), nos seis primeiros meses de mandato é avaliada como “regular” pelos industriais e população economicamente ativa do estado, segundo pesquisa da Fiesc.

No estudo, encomendado ao Instituto Mapa, a nota média atribuída ao governo, numa escala de 0 a 100, ficou em 54 segundo para os empresários e 56, para a população.

Para 31% dos empresários e da população, o governo de Colombo teve avaliação positiva (ótimo ou bom).

A metade dos entrevistados aprovou a maneira como o atual governador vem administrando o estado: 54% dos empresários e 50% da população.

Também metade dos empresários e da população considera que o governo está dentro das expectativas, enquanto 10% dos industriais e 16% dos cidadãos o taxam como “melhor do que o esperado”.

Conforme o Instituto Mapa, o índice de tolerância em relação ao governo Colombo está baixo entre os empresários e crítico entre a população: as médias foram de 63% e 83%, respectivamente.

Entre os representantes das indústrias, a média geral de avaliações decorre das médias específicas, que se mantiveram entre 46 e 68 nas 16 áreas individuais analisadas.

Pontos críticos
Impostos e tributos, segurança pública, saúde, transporte e educação básica foram as áreas com as piores avaliações (médias de 46, 48, 50, 50 e 52, respectivamente).

Por outro lado, condições para geração de empregos, telecomunicações e meio ambiente tiveram as melhores notas (médias 68, 66, 64, respectivamente).

Entre a população, os piores resultados foram relacionados a impostos e tributos, gastos públicos, saúde, segurança pública e educação básica (médias 44, 48, 48, 50 e 50, respectivamente).

As melhores avaliações foram na áreas de energia, telecomunicações, condições para geração de empregos e formação profissional (médias 70 em energia e 68 nestas demais três áreas).

“A pesquisa é um desdobramento do trabalho ‘Desenvolvimento SC: uma visão da Indústria’, que no ano passado entrevistou industriais e a população para fundamentar as propostas encaminhadas aos candidatos nas eleições 2010”, destaca o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa.

Segundo o gestor, as avaliações definem os “pontos críticos ao desenvolvimento do estado”, contribuindo para que o governo conheça as demandas do empresariado e população, podendo agir com mais embasamento para supri-las.

A pesquisa quantitativa encomendada pela Fiesc foi realizada por meio de entrevistas com base em questionários estruturados, junto a uma amostra de 624 pessoas da população economicamente ativa, entre 18 e 65 anos de idade, e de 100 empresários das indústrias de vários portes e ramos de Santa Catarina.

O período de coleta dos dados em campo foi de 25 de junho a 13 de julho de 2011.