Caxias do SulFoto: Prefeitura de Caxias do Sul

Apesar da queda de 5,1% no primeiro mês de 2011, frente a dezembro, a expectativa é de um bom ano em Caxias do Sul.

Dados de levantamento realizado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) mostra que, dos três segmentos, enquanto indústria e comércio tiveram recuo, de 4% e 21,6%, respectivamente, serviços cresceu 2,4%.

Para o diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC, Carlos Zignani, a queda apresentada pela Indústria e Comércio é considerada normal e tradicional para a época do ano.

“Se as empresas conseguirem manter as receitas pelo menos igual a 2010, este será um bom ano para a economia de Caxias do Sul”, salientou Zignani.

Na comparação com janeiro de 2010, a economia caxiense apresentou crescimento de 16,1%.

Alta também na comparação dos últimos 12 meses, quando o desempenho da economia local teve crescimento de 21,4%, de acordo com o estudo da CIC e CDL.

Em janeiro, foram gerados 1.534 postos de trabalho em Caxias do Sul. A Indústria abriu 630 novas vagas e a construção civil, 254, “assinalando um ano promissor para estes setores”, diz Zignani.

No comércio, porém, não houve novas contratações, o que já era esperado devido ao período de transferência das vendas da Serra para o Litoral. Já o setor de Serviços registrou a criação de 218 novos postos de trabalho.

O setor agropecuário, em função da colheita da uva, gerou 434 novos empregos. O crescimento dos postos de trabalho em janeiro foi de 0,94% e nos últimos 12 meses, de 8,58%.

Exportações e importações também tiveram desempenho negativo no primeiro mês de 2011 em relação a dezembro.

Nas exportações, porém, a queda foi de quase 50%. Ainda assim, o acumulado do ano é de crescimento de 39,5%. As importações tiveram uma queda de apenas 0,1%, acumulado de 81,2%.

Os itens mais exportados por Caxias do Sul foram peças/acessórios e equipamentos para transporte (35,7%) bens de capital (27,6%), bens de consumo não-duráveis (17,9%), insumos industriais (16,4%) e bens de consumo duráveis (2,2%).

Já os importados foram bens de capital (48,9%), insumos industriais (29%), peças/acessórias e equipamentos de transporte (15,8%), bens de consumo (3,8%) e alimentos (2,6%).