A primeira Black Friday brasileira não emplacou.

Tentativa do site Busca Descontos, que procurou reunir promoções do varejo online na última sexta-feira, 26, seguindo o modelo dos superdescontos que seguem o Dia de Ações de Graças, a iniciativa teve vários problemas.

Segundo o IDG Now, o portal Busca Descontos prometeu reunir as ofertas, facilitando a visualização pelo usuário. Bastaria fazer uma inscrição no portal e escolher o modo como seria avisado: e-mail, mensagem de texto ou Twitter.

O número de acessos, no entanto, surpreendeu os responsáveis pelo site. Foram mais de 60 mil cadastrados, diz o IDG, de modo que eles não deram conta de avisar os inscritos sobre o início das promoções.

A solução: abrir as promoções – inclusive as que seriam exclusivas – a todos os internautas.

Na sexta-feira, ainda de madrugada, o site chegou a ter média de 5 milhões de visitantes por hora, segundo revelado pelos administradores ao IDG.

Além dessa "mudança" nas regras, as ofertas foram criticadas.

“Alguém aí achou uma oferta boa de verdade no Black Friday do Brasil? Fala sério”, diz um usuário no Twitter. O outro brinca: “Black Friday no Brasil é só quando o estagiário cadastra preço errado na loja”, relata o IDG.

“É complicado negociar com o varejo”, justificou Pedro Eugênio Martins, fundador do Busca Descontos, ao site.

Nos Estados Unidos, as lojas usam a Black Friday (sexta-feira negra) para impulsionar as vendas e sair do "vermelho" (prejuízo), equilibrando o faturamento do ano, voltando para os "números negros", daí o nome de Sexta-feira Negra.

Numa das promoções relatadas pelo IDG, um netbook de US$ 500 era vendido por US$ 150.

Leia a matéria do IDG Now nos links relacionados abaixo.