A forma como Brasil passou e superou a crise deflagrada no final de 2008 foi uma das inspirações para as operações da Ogilvy em todo o mundo.

Foi o que revelou Miles Young, presidente do grupo, que esteve em São Paulo na terça-feira, 10, encerrando um tour pelos escritórios da companhia na América Latina.

O executivo, que assumiu o cargo em janeiro de 2009, declarou que para ajudar parte dos suas cerca de 70 unidades pelo mundo a superar a crise global, a Ogilvy se baseou no exemplo do Brasil, que “prosperou” e “acabou servindo de estímulo para que todo o grupo buscasse superação".

Apesar do estímulo, 2009 não foi um ano de crescimento para a Ogilvy. Ao contrário, a receita global caiu 10%. A meta é recuperar os resultados este ano, principalmente com base nos resultados obtidos na América do Norte e na Ásia, informa o M&M Online.

Conforme Young, a empresa está, aos poucos, voltando aos patamares que havia alcançado em 2008. Para isso, algumas medidas foram tomadas, como a troca de muitos executivos em posições importantes nos EUA e no Reino Unido, além de fortes investimentos em planejamento e criação.

Agora, segundo Young, o mercado brasileiro segue tendo papel importante na retomada dos bons resultados, com perspectivas de grandes investimentos nos próximos seis anos em virtude da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

Diferentemente da África do Sul, que teve os reflexos da Copa deste ano revertidos para dentro do próprio país, Young acredita que esses eventos no Brasil terão uma repercussão muito mais global pelo fato de o país já ser parada obrigatória para todas as empresas com ambições internacionais, assim como aconteceu com a China.

Para o executivo, o Brasil é uma “plataforma atrativa e segura para investimentos”, constando na lista de prioridades de todos os CEOs. Segundo ele, a partir de 2012 o país poderá ser o terceiro maior mercado da Ogilvy em todo mundo, superando o Reino Unido e a Alemanha. Hoje, o país ocupa a quinta posição.