As vendas de bens de consumo na internet, que excluem veículos e sites de leilão virtual, deverão totalizar R$ 14,3 bilhões em 2010, o que indica uma alta de 35% em relação a 2009, segundo projeção divulgada hoje pelo relatório WebShoppers, elaborado pela empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit, com o apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). A pesquisa foi divulgada no site da Exame desta terça-feira, dia 10 e supera a estimativa inicial, publicada em março, de faturamento de R$ 13,6 bilhões neste ano.
 
Segundo a e-bit, a expansão do crédito e a maior confiança dos consumidores em adquirir bens na internet, são os maiores fatores para o crescimento das compras. O setor vem crescendo ainda com a entrada de novas empresas, a consolidação de outras e a fusão de grandes grupos de varejo. Para o diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti, a Copa do Mundo alavancou as vendas de produtos de maior valor agregado, como televisores de tela plana, enquanto o fim do prazo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incentivou a antecipação das compras de itens da linha branca, como geladeiras e lavadoras, no início desse ano.
 
Conforme a Exame, o tíquete médio das vendas na internet totalizou R$ 379 no fim de junho deste ano, ante R$ 323 no mesmo período do ano passado. As categorias de produtos mais vendidas, em termos de pedidos, no primeiro semestre deste ano foram livros, assinaturas de revistas e jornais. Em seguida aparecem eletrodomésticos, produtos de saúde, beleza e medicamentos, equipamentos de informática e eletrônicos.
 
No segundo semestre de 2010, que representa cerca de 55% das vendas anuais do e-commerce, o faturamento deve alcançar R$ 7,6 bilhões. O número de pessoas que devem realizar ao menos uma compra na internet vai encerrar 2010 em aproximadamente 23 milhões, enquanto no ano passado foram 17,6 milhões de consumidores. Há quatro anos, o número de consumidores na internet era de 6 milhões.