Pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group indica que os preços atuais dos tablets podem segurar o desenvolvimento e a adoção desses gadgets.

Segundo o relatório, o valor ideal para se cobrar o consumidor final seria abaixo de US$ 200 (R$ 333, sem impostos).

Atualmente, os iPads, da Apple, custam a partir de US$ 499, e o Xoom, da Motorola, sai por US$ 800.

“Está armada uma grande batalha pela criação de valor nos próximos 12 meses entre os diferentes fabricantes de tablets, componentes e a indústria de conteúdo”, disse John Rose, líder global de práticas de mídia da BCG, ao Financial Times.

O foco do estudo foi analisar a comparação entre diferentes modelos de tablets e e-readers (leitores de livros eletrônicos), os supostos principais oponentes dos computadores em formato prancheta.

Na prática, os tablets são dispositivos bem mais versáteis, cuja desvantagem seria o display de LCD, contra o adaptável papel eletrônico que equipa modelos como o Kindle.

Apesar da versatilidade em termos de funções, no final, o diferencial principal, diz o FT, será o preço, especialmente dentro do próprio nicho.

“Se eu puder comprar um Xoom por US$ 250, não vai fazer diferença saber o que o iPad 2 faz”, completa o analista.

Foram entrevistados 14 mil consumidores na pesquisa, em 16 países diferentes.

A maioria (53%) deles, preferiu um tablet a um e-reader, escolha de 13% dos entrevistados quando mencionado o Kindle (Amazon) ou o Nook (Barnes & Nobles).

No Brasil, onde os iPad custam a partir de R$ 1.649, o preço “ideal” para os tablets, para a presidente Dilma seria entre R$ 400 e R$ 500. A própria chefe do executivo citou o valor ao conversar com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no início do seu mandato.

Meses depois, a associação da indústria eletrônica assumiu um valor viável de R$ 1.000, se o governo conceder isenção fiscal na fabricação nacional.

Entre as alternativas de barateamento está a inclusão dos tablets no Computador para Todos.

Por US$ 200 (R$ 333), atualmente, no comércio brasileiro, não se compra nem um tablet, nem um e-reader, nem um netbook.

Leia a matéria completa do Financial Times (em inglês) nos links relacionados abaixo.