Maquete virtual mostra como deverá ficar o prédio do data center novo

Um novo projeto vai dar a Porto Alegre um mega data center, unindo as estruturas de informática do Hospital de Clínicas (HCPA), Centro Nacional de Supercomputação (Cesup) e Centro de Processamento de Dados da UFRGS (CPD-UFRGS).

O prédio, de 6,5 mil metros quadrados, vai abrigar os data centers em um andar inteiro – de mil metros quadrados.

“É uma obra de convergência. Poderíamos fazer cada um o seu data center novo, mas decidimos unir esforços”, explica Maria Luiza Falsarella Malvezzi, coordenadora de Gestão da TI do HCPA.

Segundo a diretora, o projeto vai resultar em economia de recursos para as instituições, além de garantir o bom funcionamento das rotinas de todos os setores envolvidos.

De acordo com Denise Grüne Ewald, diretora geral do Cesup, o projeto foi feito para garantir o bom funcionamento dos equipamentos por 20 anos. “Somente a estrutura do Cesup terá dois clients (de 12 Teraflops e 7 Teraflops) no novo prédio”, complementa a diretora.

“Vai ser um ganho muito grande. Hoje estamos estrangulados”, finaliza Denise.

Além de Luiza e Denise, participou do projeto a diretora do Centro de Processamento de Dados, Jussara Issa Musse.

Pronto até a Copa
Projetado pela consultoria especializada em edificações de missão crítica Certtum, com sede na capital gaúcha, o projeto deve levar 18 meses para ser construído, após o início das obras.

Até o momento, o data center ainda está no papel – 200 páginas de plantas detalhando toda a estrutura de fiação da obra, que será erguida perto do Clínicas.

Para que o alicerce comece a ser lançado, ainda falta o dinheiro. Apenas no prédio, o custo será de R$ 12 milhões. Outros R$ 20 milhões serão investidos em sistemas de ar-condicionado, fiação e o restante da infraestrutura necessária para garantir o funcionamento dos equipamentos por 24 horas.

Uma licitação para a construção deverá ser realizada ainda este ano, com a perspectiva de início das obras em 2012.

“Até 2014 o prédio deve estar em pé”, diz Maria Luiza.

Agora, o trabalho é de captação. As possíveis fontes incluem Petrobras, que já financia projetos da UFRGS, além dos ministérios da Educação, Ciências e Tecnologia e Saúde.

Porto Alegre apaga, o data center não
Segundo Neri Pluhar Pescador, um dos sócios da Certtum, o prédio será “totalmente autossuficiente em termos de abastecimento elétrico”, com duas entradas de energia e uma subestação específica, com geradores redundantes.

Para garantir o bom funcionamento das máquinas, o prédio ainda terá torres de água e salas de no break.

“Se acabar a luz na Porto Alegre inteira, ele continua funcionando até com o ar-condicionado”, diz Pescador, explicando que esse é o maior projeto da consultoria até o momento.

No Sul, opina Pescador, esse será atualmente o maior data center – a Caixa Econômica Federal (CEF) também possui um mega data center, mas de 5,5 mil m2, segundo o diretor da Certtum.

Nacionalmente, um dos últimos servidores inaugurados pelo UOL Diveo, em São Paulo, tem área construída um pouco menor, de 6,37 mil metros quadrados.

A Certtum
Criada há cinco anos, a Certtum, com sede em Porto Alegre, conta com oito especialistas nas áreas de climatização, energia elétrica, segurança, automação e telecomunicações.

No ano passado, a empresa faturou R$ 2 milhões. Em 2011, a ideia é crescer em 40%.