Santander Brasil: datacenter no Oracle Exadata

06/04/2011 11:42

O Banco Santander escolheu o Oracle Exadata Database Machine para consolidar os servidores de seu datacenter, resolvendo um problema de convergência de dados após a aquisição do Banco Real.

Com a compra, aumentou não só o volume de dados da instituição, mas também as demandas de processamento e de espaço físico, segundo Manoel Arthur Vaz, superintendente executivo do Produban, divisão de serviços do Santander.

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O Banco Santander escolheu o Oracle Exadata Database Machine para consolidar os servidores de seu datacenter, resolvendo um problema de convergência de dados após a aquisição do Banco Real.

Com a compra, aumentou não só o volume de dados da instituição, mas também as demandas de processamento e de espaço físico, segundo Manoel Arthur Vaz, superintendente executivo do Produban, divisão de serviços do Santander.

No projeto, a Produban atuou na produção dos blueprints e mapas de arquitetura durante a fase de planejamento. Depois disso, o banco migrou 25 ambientes críticos para o Oracle Exadata em menos de dois meses.  

“A migração resultou na consolidação dos servidores, redução de despesas com infraestrutura, aprimoramento da manutenção dos sistemas e aceleração dos processos cruciais no data warehouse de contas dos clientes, contas a receber, contas corporativas, controladoria e outras áreas”, afirma Vaz.

Além da nova solução, baseada em OLTP (processamento de transações online), a instituição financeira também adotou suporte da divisão Oracle Advanced Customer Services para operação e gerenciamento do sistema de produção.

Serviços da Oracle University do Brasil, para treinamento de profissionais no uso do Exadata, também foram contratados.

“Com a mudança para o Exadata, houve melhoria de oito vezes no desempenho de dezenas de transações, proporcionando aos usuários empresariais acesso mais rápido aos dados e a capacidade de transformar os processos”, destaca Vaz. “Também obtivemos a compactação de até dez vezes do volume de dados, resultando em reduções expressivas nos custos de armazenamento e backup”, complementa.

Por falar em backup, o tempo de execução dos mesmos foi otimizado em dez vezes, segundo o superintendente - de 20 para duas horas.

Os resultados empolgaram o Santander, que agora trabalha com a Oracle Consulting na análise de outras áreas em que não só pretende otimizar a plataforma em uso, como também expandir o Exadata para consolidação de outros processos, ainda não detalhados.

O queridinho
O Exadata Database Machine foi lançado em 2009, resultante da compra da Sun Microsystems pela Oracle, com a promessa de ser a máquina mais rápida do mundo para data warehouse e processamento de transações.

Desde então, a solução tem sido a menina dos olhos da Oracle, especialmente no Brasil.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, o vice-presidente de Vendas Indiretas da empresa para a América Latina, Adriano Chemin, declarou que, só no Rio Grande do Sul, onde onde a maioria das companhias com faturamento médio a partir de R$ 100 milhões/ano é usuária do banco de dados da fornecedora americana, todas já deverão migrar para o Exadata em breve.

“Não há a necessidade de promover qualquer modificação nas aplicações atuais dos clientes”, ressaltou o executivo, durante o Oracle Open World.

A máquina conjuga componentes de hardware que seguem os padrões de mercado, mais a tecnologia FlashFire da Sun.

Oracle Database 11g Release 2 e Oracle Exadata Storage Software Release 11.2 também fazem parte da solução, que, segundo a fabricante, é duas vezes mais rápida que o Exadata Versão 1 para data warehouse.

O Exadata Database Machine está disponível em quatro modelos: rack completo (oito servidores de bancos de dados e 14 de armazenamento), meio rack (quatro servidores de bancos de dados e sete de armazenamento), um quarto de rack (dois servidores de bancos de dados e três de armazenamento) e um sistema básico (um servidor de bancos de dados e um de armazenamento).

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