A EMC pretende dobrar sua operação brasileira dentro de três anos.

Conforme declarou ao Reseller Web o diretor-geral da subsidiária nacional da companhia, Carlos Cunha, uma estratégia para liberação de recursos focados na concretização desta meta deverá ser definida no início de 2011.

A exemplo de diversas outras companhias de TI, a EMC aposta no país em função de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, assim como a descoberta de petróleo na camada do pré-sal.

Para crescer por aqui, a empresa pretende ampliar a fabricação local de equipamentos, passando a manufaturar no país a linha Data Domain, de deduplicação de dados; e Greenplum, que contempla soluções de inteligência analítica, resultado de uma aquisição realizada em junho passado.

Para Cunha, a fabricação de produtos em território brasileiro compensa no caso por questões de escala e logística.

Atualmente, a EMC produz no país, via parceiros, as linhas de storage e backup.

Nos planos futuros, porém ainda sem prazo definido, também há a intenção da EMC de trazer um centro de excelência para cá.

Apesar da aposta, a estratégia ainda depende da aprovação da matriz norte-americana da companhia, que deverá ter uma posição até fevereiro próximo, não só referente ao Brasil, quanto a outros mercados emergentes.

Para 2010, a projeção da empresa é que o faturamento no Brasil aumente 20% sobre o ano passado.

Hoje, a América Latina tem boa representatividade nas receitas globais da companhia, segundo Cunha, mas ainda está abaixo dos 4%. Conforme o executivo, o plano é sair deste patamar "ainda nesta década" e o estimado é que o Brasil responda por 45% a 50% dos ganhos na região.