A prefeitura de São Leopoldo anunciou nesta quinta-feira, 21, que a cidade será o destino da fábrica de semicondutores da joint-venture HT Mícron, um investimento estimado em US$ 200 milhões nos próximos cinco anos.

Dividido meio a meio pela coreana Hana Micron e um grupo de empresas e bancos brasileiros liderados pela gaúcha Altus, o empreendimento ocupará inicialmente a sede da antiga gráfica da Unisinos até que o novo prédio no parque tecnológico Tecnosinos fique pronto.

“Vai ser um momento histórico. São Leopoldo está no mapa internacional de tecnologia de ponta”, comenta o prefeito Ary Vanazzi.

A prefeitura garantiu isenção de ISS por cinco anos, disponibilidade de energia, água tratada, tratamento dos efluentes e terraplenagem.

O município disputava o investimento com Viamão, Alvorada ou Porto Alegre. Atualmente, a HT se prepara para produzir módulos de memória DDR2 e DDR3, que demandarão investimento de US$ 30 milhões.

A planta terá 10 mil m2 e vai produzir chips diversos em uma sala limpa, gerando 1,3 mil empregos diretos.

No futuro, devem entrar na lista os mercados de memória Flash, smart cards e hardware do tipo RFID. A expectativa é faturar US$ 160 milhões até 2012.

A fábrica era negociada há meses, e foi disputada por Paraná, Amazonas, São Paulo e Minas Gerais e teve a vinda para o Rio Grande do Sul viabilizada pela Lei de Inovação, sancionada pela governadora Yeda Crusius em setembro.

Quem são os sócios
Sediada nas proximidades de Seul, a Hana Micron tem entre seus maiores compradores Hynix e Samsung, na qual seu fundador trabalhou na divisão de semicondutores até 2001.

De acordo com a Bloomberg, as vendas previstas para este ano ficam em torno de US$ 233 milhões.

As ações das empresas triplicaram de valor ao longo do ano.

A Altus atua com produtos de automação e a integração de sistemas, com ênfase nas áreas de óleo e gás e de energia elétrica e tem previsão de faturamento de R$ 82 milhões para 2009.