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Nos últimos três semestres, em meio a uma crise econômica que apertou as projeções de crescimento no mercado de software, a Sphinx Brasil conseguiu manter o pé no acelerador.

Os softwares da empresa, que ajudam companhias e pesquisadores a analisar dados de diferentes tipos de pesquisas, tiveram alta de vendas de 20% no período, no qual foram conquistados 50 novos clientes, incluindo nomes como Grendene, L’Oreal, Vipal. Em 2009, a expectativa é crescer até 15%.

Sediada em Canoas, a Sphinx Brasil representa no país o software francês homônimo desenvolvido pela Université de Savoie, localizada no sudeste da França, quase na fronteira com a Suíça.

O negócio começou em 1995, como uma parceria entre pesquisadores da universidade francesa e o professor do programa de Pós-Graduação em Administração da Escola de Administração da Ufrgs Henrique Freitas. Hoje são 5 mil licenças instaladas em 1,5 mil clientes.

“No começo o foco era concentrado no mundo acadêmico. Hoje, o mercado privado representa 35% dos negócios”, comenta Lina Krafta, diretora Comercial na área de TI da Sphinx Brasil.

Universidades, professores, pesquisadores, estudantes de mestrado ou doutorado representam outros 40% e 25% são institutos de pesquisa e empresas de consultoria.

O Sphinx é usado para coletar dados em diferentes tipos de pesquisas, tanto cientificas como de satisfação de clientes ou controles necessários para a ISO.

“A diferença dos formulários online que a maioria das pessoas conhece é a inteligência por trás, que permite cruzamento de dados e análises aprofundadas tanto qualitativas, em cima de textos, como quantitativas”, resume Lina.

Segundo a executiva, o software também pode ser usado para analisar dados agrupados nos sistemas de empresas, constituindo uma alternativa econômica para organizações que querem análises pontuais de assuntos ou não tem como assumir o custo de um projeto tradicional de BI.