Compra da TIM mais perto do que nunca. Foto: divulgação.

A Claro e Vivo firmaram nesta quinta-feira, 30, um acordo com o banco PTG Pactual para encaminhar a compra da TIM Brasil, e repartir a operador em três, dividindo a operação entre as duas e a Oi.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o valor da transação não está fechado, mas pode alcançar R$ 31,5 bilhões, se tornando o maior negócio no setor no país. O valor compreende o pagamento de R$ 30 bilhões, mais prêmio de 5% pago aos acionistas, incluindo minoritários.

A oferta será feita em caráter aberto aos acionistas da Telecom Italia, dona da TIM Brasil, que decidirão em assembleia. A Vivendi, uma das principais acionistas da TIM, que recentemente já vendeu a GVT para a Telefônica, tende a aceitar.

Para seguir adiante, o negócio depende ainda da Oi, que está encaminhando a venda da Portugal Telecom, negócio que deve ser fechado na próxima semana e já possui cinco interessados, entre elas a operadora francesa Altice e três fundos de investimento.

Com a venda, a Oi pode levar cerca de € 7 bilhões (R$ 22 bilhões), dinheiro que servirá para desafogar a dívida da operadora, assim como fornecer o capital para entrar na compra da TIM junto com a Claro e Vivo.

Agora o que resta é a resposta da Telecom Italia, que recentemente refutou a possibilidade de venda, e sugeriu apenas uma fusão com a Oi, reduzindo o número de operadoras no país, mas criando uma força capaz de rivalizar com as grandes Claro (bancada pelo grupo mexicano América Móvil) e Vivo (do grupo espanhol Telefónica).

"A TIM não é linguiça pra ser fatiada", afirmouno ano passado Marco Girasole, vice-presidente de assuntos institucionais da TIM Brasil, comentando o rumor de um desmembramento da companhia.

A necessidade de venda da TIM se deu devido às mudanças no quadro acionário da operadora, já que a Telefónica - dona da Vivo - passou a ser a controladora da Telecom Itália - dona da TIM. A legislação brasileira e suas regulações antitruste impedem que um mesmo grupo detenha duas operadoras.

Entretanto, embora negue o interesse na venda, em outras oportunidades o presidente da Telecom Italia, Marco Patuano, afirmou que a decisão da venda ou não da operadora brasileira se resume a um único detalhe: o tamanho do cheque.

Caso a venda seja concluída e a TIM seja fatiada caberá à Anatel definir de que forma ocorrerá a divisão de clientes, decidindo se as operadoras controladoras terão que manter os planos dos clientes TIM ou terão que assumir o difícil trabalho de migrar os clientes da operadora.

Vale citar que a TIM é a segunda maior operação de telefonia móvel no Brasil, com 74,7 milhões de celulares ativos, cerca de 26,93% do market share nacional.