Alexandre Blauth.

Quem é você em um projeto de transformação digital: parte do problema ou parte da solução?

Alexandre Blauth, VP executive partner do Gartner, apontou que as áreas de recursos humanos das empresas e os gestores precisam avaliar o ritmo de adoção individual às mudanças para selecionar os profissionais em projetos digitais.

Para o Gartner, é preciso esquecer os profissionais classificados como “slow-pokes”, que representam uma taxa de 3% a 5% e são caracterizados como colaboradores que não aceitam as mudanças.

O maior grupo é o de “walkers”, que se aplica aos talentos que demoram a ficar prontos para as mudanças e não se sentem confortáveis com riscos, mas esperam para ver e seguem a transformação após o começo. 

“Pode não parecer, mas os walkers são importantes para o grupo não perder algo importante ao trabalhar de maneira muito rápida”, Blauth, que esteve em Bento Gonçalves falando para 90 diretores de TI de diversas empresas do Rio Grande do Sul durante o Seminário Executivo 2018 da Sucesu-RS.

As equipes costumam contar também com “joggers”, que seguem os líderes e tem adaptação rápida, além dos “runners”, os primeiros seguidores das lideranças, que querem tomar a frente e estar envolvidos.

“O time precisa ter desejo de realizar transformações, não adianta contratar profissionais apenas por suas habilidades técnicas. Faltam profissionais qualificados para a demanda atual, mas um caminho e verificar talentos internos e capacitar os que tenham perfil adequado, como os que têm características de runners e experiência em áreas de analytics e business intelligence”, complementa Blauth.

Para o Gartner, algumas competências importantes dos profissionais digitais em relação ao negócio são conhecer a empresa e sua cultura, entender as necessidades e expectativas dos consumidores, acompanhar tendências, saber acessar e trabalhar com dados abertos e liderar mudanças nos negócio.

Já nos aspectos comportamentais, os novos profissionais precisam de pensamento estratégico, capacidade de treinar e delegar tarefas, aptidão para projetos colaborativos, abertura para novos aprendizados, criatividade para solução de problemas e aceitar correr riscos.

Nas questões técnicas, alguns conhecimentos importantes são sistemas atuais, tecnologias emergentes e sua urgência, métodos ágeis e lean startup, integração de soluções, gamificação e design de arquitetura modular.

* Júlia Merker participou do Seminário Executivo 2018 da Sucesu-RS em Bento Gonçalves a convite da Sucesu-RS.