PIB cresceu pouco. E agora ministro? Foto:

Até o ministro da Fazenda Guido Mantega reconheceu. Com alta de 0,4% em relação aos três primeiros meses do ano, o Brasil novamente registrou um crescimento do PIB abaixo das expectativas.

Com o número apontado pelo IBGE nesta sexta, 31, o Brasil figura em vigésimo lugar no ranking de crescimento dos países, com uma taxa anualizada de 1,60% no ano, conforme aponta a Exame.com.

China, Indonésia, Chile e Índia encabeçam a lista. Os BRICs somaram um crescimento de 4,8%, enquanto o martírio dos PIIGs continua com a queda de 3,3%.

Conforme a entidade, o PIB em valores correntes alcançou 1,1 trilhão de reais no segundo trimestre. A taxa de investimento no período foi de 17,9% do PIB, inferior a do mesmo período do ano anterior (18,8%).

AGROPECUÁRIA SALVA

O destaque foi a Agropecuária, que teve crescimento de 4,9% no volume do valor adicionado.

Nos Serviços houve aumento de 0,7%, enquanto que a Indústria, que teve avanço significativo no primeiro trimestre, registrou queda de 2,5%.

E AGORA, MINISTRO?

Quem não ficou muito contente com o tímido avanço foi o ministro da Fazenda Guido Mantega.

"Os números (divulgados nesta sexta-feira) estão no retrovisor, fica para trás, e de qualquer forma é um resultado bom em relação ao primeiro trimestre", afirmou.

Mantega ressaltou que o país passou pela pior fase, que foi o primeiro trimestre de 2012, e que a economia conseguirá crescer mais nos próximos trimestres, segundo matéria da Exame.

Para o ministro, os efeitos positivos da queda dos juros ainda estão por vir, o que poderá retomar o crescimento do setor indústrial.

"Os investimentos demoram mais para reagir, mas o governo toma medidas que tornam vantajoso investir no Brasil. O terceiro e quarto trimestres serão melhores", destacou Mantega.